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5 de maio de 2016

Cultivemos a devoção à Maria rezando o Terço, convida o Papa Francisco



O site ACI Digital informou ontem (04/05/2016) que no final da Audiência Geral de quarta-feira, o Papa Francisco recordou que o mês de maio é dedicado à Virgem Maria e exortou os jovens, doentes e casados a cultivar a devoção à Mãe de Deus rezando diariamente o Terço.

“Queridos jovens, cultivem a devoção à Mãe de Deus com a oração cotidiana do Terço; queridos doentes, sintam a proximidade de Maria de Nazaré, de maneira especial no momento da cruz; e vocês, queridos recém-casados, rezem para que nunca falte em seu lar o amor e o respeito recíproco”, expressou o Pontífice, cuja catequese esteve centrada na parábola do Bom Pastor.

Francisco também se dirigiu a um grupo de peregrinos provenientes da Polônia, terra natal de São João Paulo II.

“Saúdo cordialmente aos peregrinos poloneses. Ontem, em seu país celebraram à Bem-aventurada Virgem Maria, Rainha da Polônia. A coleta da Santa Missa desta Solenidade nos recorda que Deus deu à sua nação, por meio de Maria Virgem, uma admirável ajuda e proteção, a fim de que, graças à sua intercessão, a fé gozasse de liberdade contínua e que sua pátria vivesse em paz. Unindo-me a esta oração, abençoo de coração a Polônia e a cada um de vocês”.

O Santo Padre assegurou que em Maria estamos “em boas mãos” e que “Jesus é o único verdadeiro Pastor, que nos dá vida em abundância”.

“Ele nos acompanha, caminha conosco. Escutemos sua Palavra com mente e coração abertos, para alimentar nossa fé, iluminar nossa consciência e seguir os ensinamentos do Evangelho. Jesus nunca nos deixa sozinhos. Essa é a expressão fundamental de sua misericórdia. Que a presença do Senhor em suas vidas os torne missionários do amor de Cristo cada vez mais alegres”, assinalou.



Católico: você nunca vai deixar de ser atacado. É pegar ou largar.

 

Entenda: o mundo simplesmente não vai aplaudir você por ser católico - muito, muito pelo contrário.


São Francisco de Sales, em “Filoteia: Introdução à Vida Devota“, nos abre os olhos a respeito do mundo e descreve como ele jamais vai se dar por satisfeito com a nossa fé – se a nossa fé for autêntica, é claro. Diz ele:

Assim que a tua devoção se for tornando conhecida no mundo, maledicências e adulações te causarão sérias dificuldades de praticá-la. Os libertinos tomarão a tua mudança por um artifício de hipocrisia e dirão que alguma desilusão sofrida no mundo te levou por pirraça a recorrer a Deus.

Os teus amigos, por sua vez, se apressarão a te dar avisos que supõem ser caridosos e prudentes sobre a melancolia da devoção, sobre a perda do teu bom nome no mundo, sobre o estado de tua saúde, sobre a necessidade de viver no mundo conformando-se aos outros e, sobretudo, sobre os meios que temos para salvar-nos sem tantos mistérios.

Filoteia, tudo isso são loucas e vãs palavras do mundo e, na verdade, essas pessoas não têm um cuidado verdadeiro de teus negócios e de tua saúde. Se vós fôsseis do mundo, diz Nosso Senhor, o mundo amaria o que era seu; mas, como não sois do mundo, por isso ele vos odeia.

Veem-se homens e mulheres passarem noites inteiras no jogo; e haverá ocupação mais triste e insípida que esta? Entretanto, seus amigos se calam; mas, se destinamos uma hora à meditação ou se nos levantamos mais cedo para nos prepararmos para a santa comunhão, mandam logo chamar o médico para que nos cure desta melancolia e tristeza. Podem-se passar trinta noites a dançar que ninguém se queixa; mas por levantar-se na noite de Natal para a Missa do Galo, começa-se logo a tossir e a queixar de dor de cabeça no dia seguinte.

Quem não vê que o mundo é um juiz iníquo, favorável aos seus filhos, mas intransigente e severo para os filhos de Deus?
 
Só nos pervertendo com o mundo é que poderíamos viver em paz com ele, e impossível é contentar os seus caprichos. Veio João Batista, diz o divino Salvador, o qual não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Ele está possesso do demônio. Veio o Filho do Homem, come e bebe, e dizeis que é um samaritano.

É verdade, Filoteia: se condescenderes com o mundo e jogares e dançares, ele se escandalizará de ti; e, se não o fizeres, serás acusada de hipocrisia e melancolia. Se te vestires bem, ele te levará isso a mal, e, se te negligenciares, ele o chamará de baixeza de coração. A tua alegria terá ele por dissolução e a tua mortificação por ânimo carrancudo; e, olhando-te sempre com maus olhos, jamais lhe poderás agradar.

As nossas imperfeições ele considera pecados, os nosso pecados veniais ele julga mortais, e malícias, as nossas enfermidades; de sorte que, assim como a caridade, na expressão de São Paulo, é benigna, o mundo é maligno.

A caridade nunca pensa mal de ninguém e o mundo o pensa sempre de toda sorte de pessoas; e, não podendo acusar as nossas ações, condena ao menos nossas intenções. Enfim, tenham os carneiros chifres ou não, sejam pretos ou brancos, o lobo sempre os há de tragar, se puder.

Procedamos como quisermos: o mundo sempre nos fará guerra. Se nos demorarmos um pouco mais no confessionário, perguntará o que temos tanto que dizer; e, se saímos depressa, comentará que não contamos tudo. Espreitará todas as nossas ações e, por uma palavra um pouco menos branda, dirá que somos insuportáveis. Chamará avareza o cuidado por nossos negócios, e idiotismo a nossa mansidão.

Mas, quanto aos filhos do século, sua cólera é generosidade; sua avareza, sábia economia; e suas maneiras livres, honesto passatempo. É bem verdade que as aranhas sempre estragam o trabalho das abelhas!

Abandonemos este mundo cego, Filoteia; grite ele quanto quiser, como uma coruja para inquietar os passarinhos do dia. Sejamos firmes em nossos propósitos, invariáveis em nossas resoluções e a constância mostrará que a nossa devoção é séria e sincera. Os cometas e os planetas parecem ter o mesmo brilho; mas os cometas, que são corpos passageiros, desaparecem em breve, ao passo que os planetas reluzem continuamente. Do mesmo modo, muito se parece a hipocrisia com a virtude sólida e só se distingue porque aquela não tem constância e se dissipa como a fumaça, ao passo que esta é firme e constante.

Demais, para assegurar os começos de nossa devoção, é muito bom sofrer desprezos e censuras injustas por sua causa; deste modo nós nos premunimos contra a vaidade e o orgulho, que são como as parteiras do Egito, às quais o infernal Faraó mandou matar os filhos varões dos judeus no mesmo dia de seu nascimento. Enfim, nós estamos crucificados para o mundo e o mundo deve ser crucificado para nós. Ele nos toma por loucos; consideremo-lo como um insensato.

Fonte: pt.aleteia.org

 

Veja o que João Paulo II disse aos jovens na primeira JMJ na Polônia


 

São João Paulo II falou aos jovens motivando-os à liberdade após anos vividos sob regime comunista totalitário.



Em 1991, a Polônia recebeu pela primeira vez a Jornada Mundial da Juventude, na cidade de Czestochowa. São João Paulo II, que era polonês, reuniu a juventude do mundo todo em seu país natal.

Em sua mensagem aos jovens, por ocasião da VI Jornada Mundial da Juventude, o Papa da Misericórdia – como também foi conhecido – quis trazer esperança e dignidade ao povo europeu que acabara de sair de um regime político opressor:  o comunismo.

O tema daquela Jornada era este: “Haveis recebido um espírito de filhos”, texto bíblico de  Romanos 8, 15. João Paulo II, segundo ele mesmo diz, desejou que esta afirmação “surpreendesse” aos jovens, inspirando-os a uma experiência de filiação e, por consequência, de santidade, de amor fraterno e de liberdade. Nesta ordem, o Pontífice explicou aos jovens os reais efeitos do “ser filho de Deus”.

Ele destacou o papel do Espírito Santo como “verdadeiro protagonista de nossa filiação divina”, gerando o homem para a vida nova nas águas do batismo. E recordou as palavras “proféticas” do Concílio Vaticano II que diz: “O Espírito de Deus, que com admirável providência, orienta o decorrer do tempo e renova a face da terra, não é indiferente à  evolução”.

“O mundo que, às portas do ano 2000, está buscando ansiosamente os caminhos para uma convivência mais solidária, tem urgente necessidade de poder contar com pessoas que, graças ao Espírito Santo, vivam com verdadeiros filhos de Deus”, escreveu o Santo Padre, João Paulo II. 

Em seguida, pontuou as heranças da filiação divina. A primeira delas é a santidade. O Papa recordou o que disse aos jovens em Santiago de Compostela: “Não tenham medo de ser santos. Voem alto, estejam entre aqueles que olham metas dignas dos filhos de Deus. Glorifiquem a Deus com vossas vidas!”. 

A segunda herança apontada pelo Papa é o amor fraterno. “Não é disso que o mundo de hoje necessita?”, pergunta na mensagem. “Se adverte fortemente, no interior das nações, um grande desejo de unidade que rompa toda barreira de indiferença e ódio. E corresponde em particular a vocês, jovens, a grande tarefa de construir uma sociedade mais justa e solidária”.

Por fim, o Papa disse que a prerrogativa dos filhos de Deus é a liberdade. Mas, “quantas formas de liberdade conduzem à escravidão!”, afirmou o Pontífice, destacando que Jesus Cristo é Aquele que traz a liberdade ao homem, baseada na verdade.

Como dito, 1991 foi marcado pelo início de um novo tempo, sem a influência do comunismo no Leste Europeu. A Igreja e os próprios poloneses consideram que São João Paulo II foi peça chave para o desmoronamento instantâneo do comunismo no Velho Continente. Segundo “O livro negro do comunismo” (Stephan Courtois, Ed. Bertrand Roussel, 2005), 100 milhões de pessoas morreram na Rússia, China, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Romênia, Bulgária, Polônia, Cuba, Vietnam, Laos, Cambodja, etc, vítimas deste flagelo.

Nesse contexto, João Paulo II falou aos jovens sobre a importância da liberdade exterior. “É importante e necessária a liberdade exterior, garantida por leis civis justas, e por isso com razão, nos alegramos de que hoje aumente o número dos países onde se respeitam os direitos fundamentais da pessoa humana, embora às vezes o preço dessa liberdade tenha custado grandes sacrifícios e incluindo sangue”.

Por outro lado, disse o Pontífice, a liberdade exterior – apesar de tão preciosa – por si só não basta. “Em suas raízes deve estar sempre a liberdade interior, própria dos filhos de Deus que vivem segundo o Espírito, guiados por uma reta consciência moral, capazes de escolher o bem verdadeiro. ‘Onde está o Espírito do Senhor, ali está a liberdade’ (2 Cor 3,17). É este, queridos jovens, o único caminho para construir uma humanidade madura e digna deste nome”.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda da “cortina de ferro”, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento.

“O Velho Continente aposta em vós, jovens da Europa Oriental e Ocidental, para construir esta ‘casa comum’ que deve contribuir para um futuro de solidariedade e de paz. (…) Para a prosperidade das gerações vindouras, é preciso que a nova Europa se baseie no fundamento dos valores espirituais que constituem o núcleo mais íntimo de sua tradição cultural”, disse-lhes o Papa João Paulo II.


 

10 passagens bíblicas para que você descanse dos seus problemas

 

Aproveite os momentos de estresse para se jogar nos braços de Deus e encontrar paz em sua Palavra.


Estas passagens bíblicas são muito apropriadas para que você as consulte nos momentos de angústia, preocupação ou estresse, pois o Senhor lhe faz um convite a encontrar paz e calma nos seus braços.

Hoje voltei para casa preocupado, pois eu precisava ter resolvido alguns assuntos de amanhã. Tomei banho, preparei algo para jantar e decidi fazer um momento de oração. De repente, minha Bíblia, para minha surpresa, me falou claramente, trazendo à minha memória uma série de passagens que estavam no esquecimento, e pude então uni-las em uma mensagem coerente que me permitiu descansar:

1) Eu gostaria de lhe recordar que: “O Senhor é bom, é um refúgio na tribulação; conhece os que nele confiam”. (Naum 1,7)

2) “Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos. Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos.” (2 Coríntios 4, 8-9)

3) Sabendo disso, você pode dizer com o salmista: “Em meio à adversidade vós me conservais a vida, estendeis a mão contra a cólera de meus inimigos; salva-me a vossa mão”. (Salmo 138,7)

4) Diga com gratidão: “Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação.” (Salmo 31,7)

5) Há muitas coisas que você talvez nunca entenda neste mundo, mas “sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios”. (Romanos 8,28)

6) Sabendo que Deus tem um propósito dentro da situação que você está vivendo, diga com fé: “Para os montes levanto os olhos: de onde me virá socorro?O meu socorro virá do Senhor, criador do céu e da terra”. (Salmo 121,1-2)

7) Então, “confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós”. (1 Pedro 5,7)
8) “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”. (Mateus 6,34)

9) “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia!” (2 Coríntios 1,3)

10) “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.” (Filipenses 4,6-7)

– Obrigado, querida Bíblia, por me recordar estes textos que acalmam a alma, a mente e o coração. Quero dormir nos braços de Deus, como a criança que repousa no colo de sua mãe.

Para responder em comunidade ou no silêncio do seu coração:

Em momentos de angústia, eu corri para os braços de Deus? Que resultado obtive? Encontrei a paz que buscava?

Por quais problemas eu poderia me preocupar menos e deixar-me levar mais pelo auxílio do Senhor?

Fonte: pt.aleteia.org

 

Novena a Nossa Senhora de Fátima




Pedimos a intercessão de Nossa Senhora de Fátima pelas necessidades impossíveis
 
Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros das graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais essa santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (pedir a graça).

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

(Reza-se uma dezena de Ave-Marias em saudação a Nossa Senhora de Fátima)

Oração preparatória

Ó Santíssima Virgem Maria, Rainha do Rosário e Mãe de misericórdia, que vos dignastes manifestar em Fátima a ternura de vosso Imaculado Coração trazendo-nos mensagens de salvação e de paz, confiados em vossa misericórdia maternal e agradecidos das bondades de vosso amantíssimo coração, viemos a vossos pés para render-vos o tributo de nossa veneração e amor.

Concedei-nos as graças de que necessitamos para cumprir fielmente vossa mensagem de amor, e a que vos pedimos nessa novena, se forem elas para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja.

Oração final

Ó Deus, cujo Unigênito, com Sua vida, Morte e Ressurreição mereceu-nos o prêmio da salvação eterna, suplicamo-Vos: concedas-nos que, meditando os mistérios do Santíssimo Rosário da bem-aventurada Virgem Maria, imitemos os exemplos que nos ensinam e alcancemos o prêmio que prometem. Pelo mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Primeiro dia – Penitência e reparação

Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe dos pobres pecadores, que aparecendo em Fátima deixastes transparecer em vosso rosto celestial uma leve sombra de tristeza para indicar a dor que causam os pecados dos homens, os quais, com maternal compaixão, exortastes a não afligir mais a vosso Filho com a culpa e a reparar os pecados com a mortificação e a penitência, dai-nos a graça de uma sincera dor dos pecados cometidos e a resolução generosa de reparar com obras de penitência e mortificação todas as ofensas que se inferem a vosso Divino Filho e o vosso Coração Imaculado.

Segundo dia – Santidade de vida

Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe da divina graça, que vestida de nívea brancura vos aparecestes aos pastorinhos singelos e inocentes, ensinando-os assim o quanto devemos amar e procurar a inocência da alma, e que pedistes por meio deles a emenda dos costumes e a santidade de uma vida cristã perfeita, concedei-nos misericordiosamente a graça de saber apreciar a dignidade de nossa condição de cristãos e levar uma vida conforme as promessas batismais.

Terceiro dia – Amor à oração

Ó Santíssima Virgem Maria, vaso insigne de devoção, que aparecestes em Fátima tendo pendente de vossas mãos o Santo Rosário, e que insistentemente repetias: “Orai, orai muito” para conseguir findar, por meio da oração, os males que nos ameaçam. Concedei-nos o dom e o espírito de oração, a graça de sermos fiéis no cumprimento do grande preceito de orar, fazendo-o todos os dias, para assim observar bem os santos mandamentos, vencer as tentações e chegar ao conhecimento e amor de Jesus Cristo, nesta vida, e à união feliz com Ele na outra.

Quarto dia – Amor à igreja

Ó Santíssima Virgem Maria, rainha da Igreja, que exortastes aos pastorinhos de Fátima a rogar pelo Papa e infundistes em suas almas sinceras uma grande veneração e amor por ele, como vigário de vosso Filho e Seu representante na Terra, infunde também a nós o espírito de veneração e docilidade à autoridade do Romano Pontífice, de adesão inquebrantável a seus ensinamentos, e nele e com ele um grande amor e respeito a todos os ministros da santa Igreja, por meio dos quais participamos da vida da graça nos sacramentos.

Quinto dia – Maria, saúde dos enfermos

Ó Santíssima Virgem Maria, saúde dos enfermos e amparo dos aflitos, que movida pelo rogo dos pastorinhos, fizestes já curas em vossas aparições em Fátima, e haveis convertido este lugar, santificado por vossa presença, em oficina de vossas misericórdias maternais em favor de todos os aflitos; ao vosso coração maternal acudimos cheios de filial confiança, mostrando as enfermidades de nossas almas e as aflições e doenças todas de nossa vida.

Deixai sobre elas um olhar de compaixão e as remedíeis com a ternura de vossas mãos, para que assim possamos servir-vos e amar-vos com todo nosso coração e com todo nosso ser.

Sexto dia – Maria, refúgio dos pecadores

Ó Santíssima Virgem Maria, refúgio dos pecadores, que ensinastes aos pastorinhos de Fátima a rogar incessantemente ao Senhor para que os desgraçados não caiam nas penas eternas do inferno, e que manifestastes a um dos três que os pecados da carne são os que mais almas arrastam àquelas terríveis chamas, colocai em nossas almas um grande horror ao pecado e o temor santo da justiça divina, e ao mesmo tempo despertai nelas a compaixão pelos pobres pecadores e um santo zelo para trabalhar com nossas orações, exemplos e palavras por sua conversão.

Sétimo dia – Maria, alívio das almas do purgatório

Ó Santíssima Virgem Maria, rainha do Purgatório, que ensinastes aos pastorinhos de Fátima a rogar a Deus pelas almas do Purgatório, especialmente pelas mais abandonadas, encomendamos à inesgotável ternura de vosso maternal coração todas as almas que padecem naquele lugar de purificação, em particular as de todos os nossos chegados e familiares e as mais abandonadas e necessitadas; aliviais suas penas e levai-as prontas à região da luz e da paz, para ali cantar perpetuamente vossas misericórdias.

Oitavo dia – Maria, rainha do rosário

Ó Santíssima Virgem Maria, que em vossa última aparição vos destes a conhecer como a Rainha do Santíssimo Rosário, e em todas as aparições recomendastes a reza dessa devoção como o remédio mais seguro e eficaz para todos os males e calamidades que nos afligem, tanto da alma quanto do corpo, tanto públicas quanto privadas, colocai em nossas almas uma profunda estima pelos mistérios de nossa Redenção que se comemoram na reza do Rosário, para assim viverem sempre de seus frutos.
Concedei-nos a graça de ser sempre fiéis à prática de rezá-lo diariamente para honrarmos a vós, acompanhando vossas alegrias, dores e glórias, e assim merecer vossa maternal proteção e assistência em todos os momentos da vida, mas especialmente na hora da morte.

Nono dia – Imaculado Coração de Maria

Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe nossa dulcíssima, que escolhestes aos pastorinhos de Fátima para mostrar ao mundo as ternuras de vosso coração misericordioso e lhes propusestes a devoção ao mesmo como o meio com o qual Deus quer dar a paz ao mundo, como o caminho para levar as almas a Ele, e como uma prenda suprema de salvação, fazei, ó coração da mais terna das mães, que possamos compreender vossa mensagem de amor e de misericórdia, que a abracemos com filial adesão e que a pratiquemos sempre com fervor.

E assim seja vosso coração nosso refúgio, nossa esperança e o caminho que nos conduz ao amor e à união com vosso Filho Jesus.


Francisco em Vigília para enxugar as lágrimas dos que sofrem

 

Vigília será marcada por testemunhos e orações; Dez pessoas receberão o Agnus Dei doado pelo Papa.


Uma Vigília para “enxugar as lágrimas” daqueles que têm necessidade de consolação. No âmbito da Jubileu da Misericórdia, a Basílica de São Pedro receberá, nesta quinta-feira, 05, a Vigília presidida pelo Papa Francisco dedicada aos que sofrem no corpo e na alma. 

O livreto da celebração foi disponibilizado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.  A Vigília será exibida na TV Canção Nova a partir das 14h50. 

Orações e histórias de vida, banhadas por lágrimas e enxugadas pela fé, marcarão esta intensa Vigília, para expressar a obra de misericórdia espiritual “consolar os aflitos”.

Durante a Vigília serão dados alguns testemunhos. A família Pellegrino, ferida pelo drama do suicídio de um filho; a história de Felix Qaiser, refugiado político, jornalista paquistanês pertencente à minoria católica presente no país, fugido para a Itália para dar segurança a sua família; Maurizio Fatamico com o irmão gêmeo Enzo, cuja conversão marcou a história do próprio Maurizio, que quando jovem, mesmo tendo tudo de material, havia pedido o sentido da vida, somente reencontrado com a fé e as lágrimas de sua mãe.

Agnus Dei

Durante a celebração, o Papa Francisco distribuirá aos presentes, como símbolo de consolação e esperança, um Agnus Dei, antigo objeto de devoção usado particularmente no Ano Jubilar, e que remonta ao século IV.

Agnus Dei quer dizer ‘Cordeiro de Deus’. Trata-se de uma medalha com um pedacinho do Círio Pascal bento pelo Papa na Sexta Feira Santa; a Igreja recomenda usá-lo com fé e devoção em Cristo – Cordeiro de Deus, para se proteger contra calamidades e males do corpo e da alma.

Realizado com cera branca em forma oval, o Agnus Dei doado pelo Papa tem em uma das faces o Cordeiro Pascal e do outro o logotipo do Jubileu da Misericórdia. Seu uso, segundo alguns, remonta ao IV século, passando a ser documentado no século IX. A partir de 1470, com o Papa Paulo II, o Agnus Dei passa a ser utilizado também durante os Anos Jubilares.

Os presenteados

Dez pessoas receberão o objeto de devoção diretamente do Papa, representando todos aqueles que carregam em suas vidas histórias de grande sofrimento.

Entre estes, a Presidente da Associação “Filhos no Céu”, que perdeu seu filho de forma prematura e a Presidente da Associação “Vítimas da estrada”, que perdeu seu filho em um acidente de carro. Quem perdeu um familiar num acidente de trabalho será representado pelo Presidente da associação “Vítimas do dever”. Com eles estará o Diácono Eugène, um jovem proveniente de Ruanda, que durante o Genocídio de 1994 perdeu muitos familiares. Também Angelo, que viveu o drama da prisão por crimes ligados à Camorra e à delinquência; Agostino, vítima de jogos de azar e ainda Angelo, um ex-sem-teto.

Ao lado destes testemunhos, as história das lágrimas enxugadas e derramadas por mulheres, no triplo papel de esposas, mães e avós, representadas por Dona Mariella; e o das religiosas, comprometidas em várias missões, como Irmã Silvana, no mundo da escola. Por fim, a enfermeira Alessia, que a cada dia assiste doentes terminais.

São histórias de dramas, mas também de renascimentos, a partir precisamente destas lágrimas, que caídas no terreno da dor, acabaram sendo plasmadas pela fé e transformaram desertos existenciais em jardins de esperança.

Também será exposto para a veneração dos fiéis um Relicário de Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa, para pedir a materna proteção de Maria no mês a ela dedicado.

 

Oração das mães

Aproveite o seu dia para pedir esta graça especial a Deus.


Senhor,
sois, meu Deus, o Criador e verdadeiro Pai de meus filhos.
De vossas mãos os recebi cheios de vida, como a dádiva mais preciosa que me podíeis ter dado e que vossa bondade conserva para minha consolação e alegria.
Agradeço-vos de todo o coração, e consagro-vos inteiramente a mim mesma e aos meus filhos, para que vos sirvamos e vos amemos sobre todas as coisas.
Abençoai-nos, Senhor, enquanto eu, em vosso nome, os abençoo.
Não permitais que, por negligência de minha parte, venham ele a se desviar do bom caminho.
Velai sobre mim para que eu possa velar sobre eles e educá-los no vosso santo temor e na vossa lei.
Fazei-os dóceis, obedientes, inimigos do pecado, para que não vos ofendam jamais.
Colocai-os, Senhor de bondade, sob a maternal proteção de Maria Santíssima, para que ela os proteja sempre.
Afastai deles as doenças, a pobreza e as impurezas demasiado perigosas.
Livrai-os de todas as desgraças e perigos da alma e do corpo e concedei-lhe todas as graças que sabeis serem-lhes necessárias, a fim de que sejam bons filhos, bons cristãos e fiéis servidores da pátria.
Fazei, Senhor, que possamos um dia, encontrar-nos todos reunidos na celeste Igreja triunfante.
Amém.

(Autor desconhecido)

Fonte: pt.aleteia.org

 

Todas as Gerações me Proclamarão Bem-Aventurada




A devoção a Nossa Senhora em todo o mundo é algo que ultrapassa o entendimento humano; é algo sobrenatural; não há país ou cidade onde não haja igrejas, praças, imagens, etc., a ela dedicadas. Os títulos de louvor e glória que Nossa Senhora recebe em todo o mundo são incontáveis; livros e livros já foram escritos sobre seus títulos, suas aparições, suas graças, seus milagres… Seus santuários se espalham pelo mundo todo: Lourdes, Fátima, Aparecida, Guadalupe… A Igreja encorajou e regulou essa devoção universal à Virgem Maria, mas jamais pode tê-la inventado ou criado. Nos momentos mais críticos da história, sobretudo quando a Igreja era mais ameaçada, os Papas orientaram os fiéis a recorrerem confiantes à proteção de Nossa Senhora e rezar o Rosário. É um sentimento universal que atravessou vinte séculos e chegou até nós mais forte do que nunca. Esse sentimento não teve uma origem humana, se assim fosse não teria tanta força e duração; foi o Espírito Santo quem difundiu nos corações dos cristãos.

Até mesmo os muçulmanos a respeitam e veneram como Aquela mulher que foi “a única não tocada pelo demônio”. Maomé, ao redigir o Corão, mostrou grande estima por Maria. O capítulo 19 tem por título “Maria” e faz várias belas referências a Mãe de Jesus. Ele dá testemunho da virgindade de Maria, e fala de sua vida. Na Caaba (santuário muçulmano principal em Meca) existe uma imagem colorida de Maria com o menino Jesus. É de notar ainda que Maria é mencionada trinta e quatro vezes no Corão, sendo a única mulher designada por seu nome pessoal. Os muçulmanos vão à casinha de Nossa Senhora em Èfeso, onde ela viveu com S. João, prestar-lhe homenagens. É chamada em língua turca “Meryem Ana”.

Lutero e Calvino a veneravam; e também os anglicanos. Lutero escreveu um belo comentário do Magnificat de Maria Santíssima, e o cantava todos os dias. Ele se refere à “doce Mãe de Deus” e exalta a Santíssima Virgem nestes termos: “Ela nos ensina corno devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem procurar nele o nosso interesse… Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre corno o da Virgem”. (“Maria Mãe dos homens”, Edições Paulinas). A Mãe de Jesus aparece em Lutero como o puro reflexo do olhar divino. Ela não atrai a nossa atenção sobre Si, mas leva-nos a olhar para Deus.”… “Maria não quer ser um ídolo; não é Ela que faz, é Deus que faz todas as coisas. Deve ser invocada para que Deus, por meio da vontade dela, faça aquilo que pedimos; assim devem ser invocados também todos os outros santos, deixando que a obra seja inteiramente de Deus” (idem p.574-575).

Prof. Felipe Aquino

Fonte: Cleofas

2 de maio de 2016

O milagre do perdão e como ele pode salvar seu casamento do inferno

 

Uma das histórias mais lindas e emocionantes sobre o poder do amor no casamento.


Uma mulher que se dava muito mal com seu marido sofreu uma parada cardíaca. Quase a ponto de morrer, um anjo lhe apareceu para dizer-lhe que, avaliando suas boas ações e seus erros, ela não poderia entrar no céu; e lhe propôs continuar na terra por mais alguns dias, até conseguir cumprir as boas ações que lhe faltavam.

A mulher aceitou o trato e voltou para casa junto ao seu esposo. O homem nem falava mais com ela há um bom tempo, pois realmente estavam brigados.

Ela pensou:

– É conveniente que eu faça as pazes com este homem. Ele está dormindo no sofá. Ele está dormindo no sofá, faz tempo que parei de cozinhar para ele. Hoje ele vai passar sua camisa para ir trabalhar, mas vou lhe fazer uma surpresa.

Quando o homem sair de casa para trabalhar, ela começou a lavar e passar toda a roupa dele. Preparou um delicioso almoço, colocou flores na mesa e um cartão no sofá, que dizia: “Acho que você se sentiria mais confortável dormindo na cama que foi nossa, essa cama na qual o amor concebeu nossos filhos, na qual muitas vezes os abraços cobriram nossos medos e sentimos a proteção e companhia um do outro. Este amor, ainda vivo, nos espera nessa cama. Se você puder perdoar todos os meus erros, podemos nos encontrar lá. Sua esposa”.

Quando terminou de escrever a última linha do cartão, pensou:

– Será que eu fiquei louca? Vou pedir perdão, sendo que foi ele quem começou a vir para casa bravo quando ficou desempregado? Eu que tive de fazer malabarismos com minhas poucas economias, e ainda tinha que aguentar sua cara fechada. Ele começou a beber, a ficar jogado no sofá, exigindo silêncio das crianças, que só queriam brincar; começou a gritar comigo quando lhe disse que não poderíamos continuar assim e que precisávamos de dinheiro para nossos filhos. Ele arruinou tudo, e agora eu tenho que pedir perdão?

Enfurecida, rasgou o cartão, mas logo depois ouviu a voz do anjo, que dizia:

– Lembre-se: com algumas boas ações, você chegará ao céu; do contrário, não poderá entrar.

Então, a mulher refletiu:

– Será que vale a pena?

Ela resolveu reescrever o cartão, acrescentando palavras ainda mais carinhosas:

“Eu não soube compreender nada naquela época, não soube ver sua preocupação ao ficar desempregada, depois de tantos anos com o salário seguro daquela fábrica. Você deve ter sentido tanto medo! Agora me lembro dos seus sonhos para a nossa aposentadoria, de todas as coisas que você gostaria de ter feito. Eu poderia ter motivado você a fazer tudo isso, ao invés de obrigá-lo a aceitar ficar o dia todo sentado nesse táxi. Eu não soube ver a sua dor, seu medo e sua angústia. Por favor, perdoe-me, meu amor. Prometo que de hoje em diante tudo será diferente. Eu te amo. Sua esposa.”

Quando o marido voltou do trabalho, ao abrir a porta de casa, reparou em algo diferente: o cheiro da comida, as velas na mesa, sua música favorita tocando suavemente e o cartão no sofá. Quando a mulher saiu da cozinha com a panela na mão, encontrou-o no sofá chorando como uma criança. Foi correndo abraçá-lo e não precisaram dizer nada, apenas choraram juntos. Ele a pegou no colo e a levou até a cama; fizeram amor com a mesma paixão do primeiro dia. Depois jantaram a deliciosa comida que ela havia preparado, riram muito recordando velhas histórias das crianças fazendo travessuras na casa.

Ele a ajudou a recolher as coisas da mesa e, enquanto ela lavava a louça, viu pela janela da cozinha que o anjo estava no jardim. Foi chorando ao seu encontro e lhe disse:

– Por favor, anjo, interceda por mim. Não quero deixar meu marido sozinho. Preciso de mais tempo para poder motivá-lo e reconstruir nosso casamento. Prometo que, em pouco tempo, ele estará feliz e seguro, e então poderei ir para onde você quiser me levar.

O anjo respondeu:

– Eu não preciso levá-la a lugar algum. Agora você já sabe onde e como o céu começa. Lembre-se do inferno no qual você estava vivendo e nunca se esqueça de que o céu está muito perto.

A mulher ouviu a voz do seu marido que, da cozinha, dizia-lhe:

– Meu amor, está frio, venha deitar, amanhã será outro dia.
– Sim, pensou ela, graças a Deus, amanhã será outro dia.


Fonte: pt.aleteia.org 
Foto: Ollyy

 

A mais antiga oração de Nossa Senhora



No ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Neste fragmento estava escrito: “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.
 
Esta oração conhecida com o nome “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Tem ela uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).

Este título é o mais belo e importante privilégio da Virgem Santíssima. Já no século II, era dirigido à Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso no ano de 431. Maria, Mãe de Deus! Qual é, na mente da Igreja e da Tradição, o genuíno e profundo sentido deste dogma mariano central?

São Tomás afirma que pelo fato de ser mãe de Deus: “A Bem Aventurada Virgem Maria está revestida de uma dignidade quase infinita, a causa do bem infinito que é o mesmo Deus. Portanto, não se pode conceber nada mais elevado que ela, como nada pode haver mais excelso que Deus”(Suma Teológica 1, q.25, a.6 ad 4.). E, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.

Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (João 2,1;19,25[a72]), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (CIC 495).

O Concílio de Éfeso tem a glória de ser o grande Concílio Mariano, pois seu dogma destruiu a maior heresia contra a Virgem e pôs a pedra angular de toda a Mariologia. A igreja com o decorrer do tempo iria descobrindo os grandes tesouros encerrados na Maternidade Divina de Maria.

Porém, é necessário compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do “verbo encarnado”, do Filho de Deus feito homem.

Maria deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.

Convém ainda recordar que esta questão já foi tratada na era patrística, isto é, no Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de “Theotokos” (“Mãe de Deus”) a Maria. Nestório sabia muito bem que isto significava a consequente negação da natureza de Cristo, homem e Deus.

A mesma história patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as idéias nestorianas.

Por Diácono Inácio de Almenida EP.
Fonte: Gaudium Press


6 poderosas orações para rezar após a comunhão

 

Aproveite o momento de ação de graças e entregue-se por completo a Jesus.



Oração de Santo Tomás de Aquino

Eu vos dou graças,
ó Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso,
porque, sem mérito algum de minha parte,
mas somente pela condescendência de vossa misericórdia,
vos dignastes saciar-me, a mim pecador, vosso indigno servo,
com o sagrado Corpo e o precioso Sangue do vosso Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo.
E peço que esta santa comunhão
não me seja motivo de castigo,
mas salutar garantia de perdão.
Seja para mim armadura da fé, escudo de boa vontade
e libertação dos meus vícios.
Extinga em mim a concupiscência e os maus desejos,
aumente a caridade e a paciência,
a humildade e a obediência,
e todas as virtudes.
Defenda-me eficazmente contra as ciladas dos inimigos,
tanto visíveis como invisíveis.
Pacifique inteiramente todas as minhas paixões,
unindo-me firmemente a vós, Deus uno e verdadeiro,
feliz consumação de meu destino.
E peço que vos digneis conduzir-me a mim pecador
àquele inefável convívio em que vós
com vosso Filho e o Espírito Santo
sois para os vossos Santos a luz verdadeira,
a plena saciedade e a eterna alegria,
a ventura completa e a felicidade perfeita.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.
Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me
e mandai-me ir para vós,
para que com vossos Santos vos louve
por todos os séculos dos séculos.
Amém.
Oferecimento de si mesmo

Recebei, Senhor, minha liberdade inteira.
Recebei minha memória,
minha inteligência e toda a minha vontade.
Tudo que tenho ou possuo de vós me veio;
tudo vos devolvo e entrego sem reserva
para que a vossa vontade tudo governe.
Dai-me somente vosso amor e vossa graça
e nada mais vos peço,
pois já serei bastante rico.
Oração universal atribuída ao Papa Clemente XI

Meu Deus, eu creio em vós, mas fortificai a minha fé;
espero em vós, mas tornai mais confiante a minha esperança;
eu vos amo, mas afervorai o meu amor;
arrependo-me de ter pecado, mas aumentai o meu arrependimento.
Eu vos adoro como primeiro princípio,
eu vos desejo como fim último;
eu vos louvo como benfeitor perpétuo,
eu vos invoco como benévolo defensor.
Que vossa sabedoria me dirija,
vossa justiça me contenha,
vossa clemência me console,
vosso poder me proteja.
Meu Deus, eu vos ofereço
meus pensamentos, para que só pense em vós;
minhas palavras, para que só fale em vós;
minhas ações, para que sejam do vosso agrado;
meus sofrimentos, para que sejam por vosso amor.
Quero o que quiserdes,
porque o quereis,
como o quereis,
e enquanto o quereis.
Senhor, eu vos peço:
iluminai minha inteligência,
inflamai minha vontade,
purificai meu coração
e santificai minha alma.
Dai-me chorar os pecados passados,
repelir as tentações futuras,
corrigir as más inclinações
e praticar as virtudes do meu estado.
Concedei-me, ó Deus de bondade,
ardente amor por vós e aversão por meus defeitos,
zelo pelo próximo e desapego do mundo.
Que eu me esforce para obedecer aos meus superiores,
auxiliar os que dependem de mim,
dedicar-me aos amigos e perdoar os inimigos.
Que eu vença a sensualidade pela austeridade,
a avareza pela generosidade,
a cólera pela mansidão
e a tibieza pelo fervor.
Tornai-me prudente nas decisões,
corajoso nos perigos,
paciente nas adversidades
e humilde na prosperidade.
Fazei, Senhor, que eu seja atento na oração,
sóbrio nos alimentos,
diligente no trabalho
e firme nas resoluções.
Que eu procure possuir
pureza de coração e modéstia de costumes,
um procedimento exemplar e uma vida reta.
Que eu me aplique sempre em vencer a natureza,
colaborar com a graça,
guardar os mandamentos
e merecer a salvação.
Aprenda de vós como é pequeno o que é da terra,
como é grande o que é divino,
breve o que é desta vida
e duradouro o que é eterno.
Dai-me preparar-me para a morte,
temer o dia do juízo,
fugir do inferno
e alcançar o paraíso.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Oração a Nossa Senhora

Ó Maria, Virgem e Mãe santíssima,
eis que recebi o vosso amado Filho,
que concebestes em vosso seio imaculado e destes à luz,
amamentastes e estreitastes com ternura em vossos braços.
Eis que humildemente e com todo o amor
vos apresento e ofereço de novo
aquele mesmo cuja face vos alegrava e enchia de delícias,
para que, tomando-o em vossos braços
e amando-o de todo o coração,
o apresenteis à Santíssima Trindade
em supremo culto de adoração,
para vossa honra e glória,
por minhas necessidades
e pelas de todo o mundo.
Peço-vos, pois, ó Mãe compassiva, que imploreis a Deus
o perdão dos meus pecados,
graças abundantes para servi-lo mais fielmente
e a perseverança final,
para que convosco possa louvá-lo para sempre.
Amém.
Oração a N. S. J. Cristo Crucificado

Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus!
De joelhos me prostro em vossa presença
e vos suplico com todo o fervor de minha alma
que vos digneis gravar no meu coração
os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade,
verdadeiro arrependimento de meus pecados
e firme propósito de emenda,
enquanto vou considerando,
com vivo afeto e dor,
as vossas cinco chagas,
tendo diante dos olhos
aquilo que o profeta Davi já vos fazia dizer, ó bom Jesus:
Traspassaram minhas mãos e meus pés,
e contaram todos os meus ossos (Sl 21,17).


Fonte: pt.aleteia.org

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