• O “caminho novo” do papa Francisco no sínodo da família

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  • O que é a Providência e como se concilia com o livre arbítrio?

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  • Em busca de soluções concretas para as famílias

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24 de outubro de 2014

Noite de Milagres na Comunidade Kairós no dia 25 de Outubro



No próximo Sábado, dia 25 de Outubro, às 7 da noite teremos a NOITE DE MILAGRES em nossa sede. Vila do Socorro, Taquaritinga do Norte - PE. 
Venha viver uma experiência de Bênçãos e de Graças na Comunidade Católica Kairós! Esperamos por você!

Jorge Kairós prega na cidade de Bezerros/PE


Na Noite desta Quinta-Feira (23) Jorge Kairós e o Ministério Kairós foi a cidade de Bezerros/PE onde lá o nosso fundador pregou no Grupo de Oração da Comunidade Católica Resgate , o mesmo fez uma bela pregação sobre Zaqueu e por fim fez a oração final tocando o corações de vários fiéis presentes.


Confira as Fotos : 






Em busca de soluções concretas para as famílias




A definição do primeiro Sínodo do Papa Francisco foi resumida por alguns padres sinodais como: livre, franco e inovador.

Disse Francisco no pronunciamento conclusivo: “posso tranquilamente afirmar que — com um espírito de colegialidade e de sinodalidade — vivemos verdadeiramente uma experiência de «Sínodo», um percurso solidário, um «caminho conjunto». E, como acontece em todo o caminho —dado que se tratou de um «caminho» —, houve momentos de corrida apressada, como se se quisesse vencer o tempo e chegar quanto antes à meta; momentos de cansaço, como se se quisesse dizer basta; e outros momentos de entusiasmo e ardor".

"Houve momentos de profunda consolação, ouvindo o testemunho de autênticos pastores (cf. Jo 10 e cânn. 375, 386 e 387), que trazem sabiamente no coração as alegrias e as lágrimas dos seus fiéis. Momentos de consolação, graça e conforto, ouvindo os testemunhos das famílias que participaram no Sínodo e compartilharam connosco a beleza e a alegria da sua vida matrimonial. Um caminho onde o mais forte se sentiu no dever de ajudar o menos forte, onde o mais perito se prestou para servir os demais, inclusive através de confrontos”, afirmou o Papa Francisco em seu discurso de conclusão da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos. 

Os momentos de “tensão” foram definidos pelo Papa em quatro categorias: a tentação do endurecimento hostil, isto é, fechar-se dentro da lei; a tentação da “bonacheirice” (bondosismo) destrutiva, que enfaixa as feridas sem antes curá-las e medicá-las; a tentação de transformar a pedra em pão, para interromper um jejum prolongado; a  tentação de descer da cruz para contentar as pessoas; e a tentação de descuidar o “depositum fidei”, de negligenciar, considerando-se seus proprietários.

“Pessoalmente, ficaria muito preocupado e triste, se não tivesse havido estas tentações e estes debates animados – este movimento dos espíritos, como lhe chamava Santo Inácio (cf. EE, 6) –, se todos tivessem estado de acordo ou ficassem taciturnos numa paz falsa e quietista. Ao contrário, vi e ouvi — com alegria e reconhecimento — discursos e intervenções cheios de fé, de zelo pastoral e doutrinal, de sabedoria, de desassombro, de coragem e de parresia”, continua o Papa. “E senti que, diante dos próprios olhos, se tinha o bem da Igreja, das famílias e a ‘suprema lex’, a ‘salus animarum’ (cf. cân. 1752). E isto — já o dissemos aqui na Sala — sem nunca se pôr em discussão as verdades fundamentais do sacramento do Matrimónio: a indissolubilidade, a unidade, a fidelidade e a procriação, ou seja, a abertura à vida (cf. cânn. 1055 e 1056; Gaudium et Spes, 48)."

Para o Arcebispo do Lubango, um conceito que cada vez mais ganha espaço é o de pensar a Igreja como família de famílias. Portanto, o conceito de “família alargada”, próprio do continente africano.

Dom Mbilingi também reconhece que houve certa dificuldade durante os debates entre doutrina e pastoral, mas que o Sínodo abriu uma nova dinâmica de ver as coisas e responder aos problemas com uma atitude de misericórdia. E faz votos de ver essa mesma atitude nas Conferências e dioceses.

Desmentindo o que se ouviu na mídia, o Papa Francisco disse que “muitos comentadores, ou pessoas que falam, imaginaram ver uma Igreja em litígio, na qual uma parte está contra a outra, duvidando até do Espírito Santo, o verdadeiro promotor e garante da unidade e da harmonia na Igreja. O Espírito Santo, que ao longo da história sempre guiou a barca, através dos seus Ministros, mesmo quando o mar se mostrava contrário e agitado, e os ministros eram infiéis e pecadores”.

“E quando a Igreja, na variedade dos seus carismas, se exprime em comunhão, não pode errar: é a beleza e a força do sensus fidei, daquele sentido sobrenatural da fé, que é conferido pelo Espírito Santo a fim de que, juntos, possamos todos entrar no âmago do Evangelho e aprender a seguir Jesus na nossa vida, e isto não deve ser visto como motivo de confusão e mal-estar.”

Consciente de que a assunto “família” e tudo que ele engloba dentro da sua complexidade como instituição está apenas iniciando, além de que é um caminho longo a se percorrer, o Papa concluiu seu discurso dizendo: “agora, caros irmãos e irmãs, temos ainda um ano para maturar, com verdadeiro discernimento espiritual, as ideias propostas e encontrar soluções concretas para tantas dificuldades e os inúmeros desafios que as famílias devem enfrentar; para dar resposta aos numerosos motivos de desânimo que envolvem e sufocam as famílias”. 

Fonte : VATICAN

O que é a Providência e como se concilia com o livre arbítrio?



Como age a Providência na vida de cada pessoa?

O que é a Divina Providência e como age na vida de cada pessoa? Como se concilia com o livre arbítrio?

Resposta do padre Athos Turchi, professor de filosofia:

Deus, tendo criado o mundo, não o abandona, mas cuida dele, sobretudo porque dentro dele habita o homem, do qual é Pai. Este “tomar conta” se chama Providência. O que quer dizer? Jesus explica com exemplos: “olhai as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros (…) Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem (…), nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles”, (Mt 6,25-34). O Pai “faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45).

Como uma mãe segue o filho e o provê de tudo aquilo que é necessário para que possa crescer ssaudável, educado, sábio, bom, da mesma forma é Deus. Até mesmo Jesus ressalta que o Pai faz isso não apenas para aqueles que o amam, mas também para aqueles que o odeiam, para que todos se sintam como seus filhos. Este cuidado, atenção, dedicação que Deus tem pelos homens é a Providência divina. 

Como se concilia com o livre arbítrio? Muito bem! De fato, uma mãe quando toma conta do filho não o obriga a se tornar um advogado ou músico, não o obriga a saber todo o conhecimento humano, não o obriga a chegar a dois metros de altura, mas oferece as qualidades que depois colocarão o filho em condições de escolher o melhor para si mesmo, e o sentido que, por si próprio, gostará de dar à vida.

O livre arbítrio é a capacidade que o homem tem de determinar aquilo que quer fazer e escolher o melhor modo para poder tê-lo. Esta qualidade do ser humano, ou seja, a liberdade, não é absolutamente tocada por Deus. É garantido que, como diz Jesus, um homem pode até escolher blasfemar, odiar, insultar Deus, mas o Pai faz surgir também sobre ele o “seu” sol. O livre arbítrio, a possibilidade de escolher o sentido da própria vida, é limitado pelas circunstâncias históricas e humanas. Já Deus faz de tudo para que o homem não caia nas correntes do pecado e nas garras do mal, que são as verdadeiras restrições ao livre arbítrio. E Deus tem sempre e rigorosamente aplicado esta sua não intervenção nas escolhas humanas.

Obviamente devemos supor que Deus sabe tudo e conhece todos os homens em tudo aquilo que fizeram, fazem e farão. Como age Deusna vida dos homens? Dito que cada um é livre para escolher como dar sentido a sua vida, e dito que Deus também sabe disso, em geral se pode responder que Deus não intervém sobre este “direito absoluto” da pessoa de fazer aquilo que quer: a autodeterminação está no homem por excelência da sua natureza, se eliminada, a pessoa é destruída.

Todavia, Deus às vezes intervém, quando escolhe uma tal pessoa para uma tarefa particular ou especial, como no caso de São Paulo, que teria sido um ótimo carrasco e perseguidor dos cristãos, e como tal queria ser. Porém, Deus o chamou para fazer dele seu apóstolo, modificando, de fato, os propósitos de Paulo. Às vezes é verdade que Deus se serve de homens para fazer o bem aos homens, e neste caso pode intervir nas escolhas pessoais. Pode-se dizer que Deus, da eternidade, tinha escolhido Paulo para fazê-lo apóstolo, e foi contra as intenções de Paulo que, para servir o mesmo Deus, pensava que era preciso destruir os cristãos.

Um choque entre duas vontades, mas quando Paulo entendeu que aquele que o obrigava a outra coisa era aquele Deus que queria servir, disse “em mim a graça não foi em vão” (1Cor 15,10). Muitas vezes nos homens se faz presente aquilo que Deus quer deles, e frequentemente é aquilo que os homens o pedem, mas Ele o faz de maneira e formas discretas, e por isso os homens prosseguem implacáveis em suas direções, nem sempre ideais. Que Deus saiba perfeitamente como as coisas andarão não altera as livres escolhas humanas, e isso é visível quando um homem decide ir contra Deus. E Deus, como uma mãe, nada pode fazer mesmo mostrando aonde conduzirá a atitude do filho.
Fonte : Aleteia

O “caminho novo” do papa Francisco no sínodo da família




 No encerramento de duas tumultuadas semanas de sínodo, o papa Francisco pediu que a Igreja fique aberta ao "Deus das surpresas". Em janeiro deste ano, o papa tinha falado longamente sobre a dimensão sempre nova e surpreendente do Evangelho. Na homilia da missa de segunda-feira passada, Francisco lembrou de novo aos católicos que eles adoram o "Deus das surpresas". Na cerimônia de beatificação do papa Paulo VI, Francisco repetiu: "Deus não tem medo das coisas novas. É por isso que Ele está sempre nos surpreendendo, abrindo os nossos corações e nos guiando de maneiras inesperadas".

Os críticos do papa Francisco enxergaram no contexto temporal das suas palavras uma exortação clara aos padres do sínodo para ficarem abertos ao seu “programa”, um “programa reformista” que, para alguns católicos, é preocupante porque eles o veem como “radical e destrutivo”. As observações que o papa fez em janeiro aconteceram poucas semanas antes do discurso do cardeal Kasper na abertura de um consistório sobre a família, no qual ele apresentou as suas ideias para um tratamento mais aberto aos católicos divorciados e recasados​​. Quem tem “receio” do papa Francisco não acha que seja coincidência o fato de as suas outras observações sobre o "Deus de surpresas" e o Deus que "não tem medo de coisas novas" terem sido feitas um pouco antes da publicação do polêmico relatório inicial do sínodo e no encerramento do mesmo sínodo sobre a família.

Em sua homilia de 13 de outubro, o papa Francisco lembrou aos ouvintes que os líderes judeus do tempo de Jesus estavam presos à sua compreensão limitada e legalista da vontade de Deus: "Aqueles doutores da lei não entendiam os sinais dos tempos (...) Por que eles não entendiam? (...) Porque eles estavam fechados no sistema deles. Todos os judeus sabiam o que podiam fazer, o que não podiam fazer, até aonde podiam chegar. Tudo era organizado. E eles se sentiam a salvo desse jeito. Eles não entendiam que Deus é o Deus de surpresas, que Deus é sempre novo. Ele nunca se contradiz... Mas Ele sempre nos surpreende".

No Evangelho, Jesus falou vividamente do vinho novo que estouraria os odres velhos do legalista sistema religioso judaico. O exemplo mais impactante da nova verdade estourando as velhas formas estabelecidas é a visão contada por São Pedro no décimo capítulo dos Atos dos Apóstolos.

Em seu sonho, o primeiro papa tinha visto um lençol que descia dos céus repleto de animais considerados impuros pelos judeus. A voz no sonho ordenava a Pedro: "Levanta-te e come". A ordem parecia entrar em contradição direta com a lei judaica que Pedro conhecia e à qual obedecia, mas o Espírito Santo o chamava a um novo entendimento. Para São Pedro, Deus se tornava mais uma vez o Deus das surpresas. A visão perturbadora significava que o Evangelho não era destinado apenas aos judeus, mas também aos gentios.

O desafio para a Igreja é discernir entre o Deus das surpresas e os constantes apelos do mundo laico por mudanças. Em todas as épocas e em todas as culturas, os apóstolos da Igreja têm tido que lutar com o desafio de adaptar o Evangelho aos contextos em que ele pode ser adaptado, sem que isso acabe comprometendo as verdades imutáveis ​​da fé católica.

No discurso de encerramento do sínodo, Francisco voltou ao tema. Ele alertou contra "a tentação da inflexibilidade hostil, ou seja, de querer se fechar na letra da lei e não se deixar surpreender por Deus (...) É a tentação do zeloso, do escrupuloso, do solícito e dos chamados ‘tradicionalistas’ e também dos intelectuais". Por outro lado, é também "a tentação da tendência destrutiva a (...) enfaixar as feridas sem antes tratá-las e curá-las; a tratar os sintomas e não as causas e as raízes. É a tentação dos assim chamados ‘progressistas e liberais’".

Como é que podemos, então, ouvir o chamado profético do papaFrancisco a ficar abertos ao Deus das surpresas ao mesmo tempo em que afirmamos as verdades eternas da fé? Como podemos chegar ao equilíbrio entre o legalismo e a licença, entre as verdades eternas e a sua aplicação misericordiosa no cuidado das almas? O Novo Testamento mostra o caminho e, em seu discurso final no sínodo, o papa Francisco apresentou tanto o problema quanto a solução.

A visão revolucionária de São Pedro foi confirmada e validada pelo Conselho de Jerusalém – a reunião dos apóstolos. Entre conflitos e mal-entendidos, os apóstolos conseguiram compreender o significado da visão de São Pedro, confiando a ele a missão de pregar aos judeus e a São Paulo a de levar o Evangelho aos gentios.

O papa Francisco reafirma esta mesma verdade: que a visão radical de mudança não pode caber somente a Pedro, mas a Pedro em união com os bispos da Igreja. Assim, no seu último discurso ao sínodo, o papa Francisco declarou: "A Igreja é de Cristo – ela é a sua noiva – e  todos os bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, têm a tarefa e o dever de guardá-la e servi-la, não como mestres, mas como servos. O papa, neste contexto, não é o supremo senhor, mas sim o supremo servo – o ‘servo dos servos de Deus’; o garantidor da obediência e da conformidade da Igreja à vontade de Deus, ao Evangelho de Cristo e à tradição da Igreja, deixando de lado todos os caprichos pessoais, apesar de ser – por vontade do próprio Cristo – o ‘supremo Pastor e Mestre de todos os fiéis’ e apesar de desfrutar do ‘supremo, pleno, imediato e universal poder ordinário na Igreja’”.

O dramático e por vezes conflitante Sínodo sobre a Família é exatamente a maneira de avançarmos no serviço de Cristo para discernir a orientação do Espírito Santo. No tumulto das últimas duas semanas, nós ouvimos o eco de Pedro e dos apóstolos, lutando para conciliar as surpresas de Deus com a sua compreensão da lei. No sínodo, nós vimos o Vigário de Cristo reunido com os seus bispos para discernir, através dos conflitos sinodais, a mente de Cristo. Este é o método complexo através do qual descobrimos como aplicar as verdades imutáveis ​​a um mundo em rápida mudança; o método através do qual descobrimos, também, como reaprender o mistério da Igreja de Cristo, "tão antiga e tão nova".


Fonte : Aleteia 

22 de outubro de 2014

Missão Kairós Catende Seminário de Vida no Espírito!

A Missão Kairós Catende/PE já está na terceira semana do Seminário de Vida do Espírito Santo , muitos milagres e curas estão acontecendo , fora de Catende e Região pode nos visitar e ficar por dentro de toda a programação.

CONFIRA AS FOTOS :







Comunidade Kairós realiza louvor em sítio em Panelas/PE



Na Noite desta Terça (21) o nosso fundador Jorge Kairós juntamente com o ministério Kairós realizou ontem um grande louvor no Sítio Recifinho de Panelas/PE

Confira as Fotos : 



São João Paulo II, rogai por nós



Frases de São João Paulo II durante seu pontificado


“Fortalecidos pela palavra de Cristo, não cederemos ao cansaço mas, pelo contrário, intensificaremos os esforços e a oração pela unidade.” (Encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 2003)

“De fato, quando o artista plasma uma obra-prima, não dá vida apenas à sua obra, mas, por meio dela, de certo modo manifesta também a própria personalidade. Na arte, encontra uma dimensão nova e um canal estupendo de expressão para o seu crescimento espiritual. Através das obras realizadas, o artista fala e comunica com os outros.” (Carta aos artistas, 1999)

“O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se ele não se encontra com o amor, se o não experimenta e se o não torna algo seu próprio, se nele não participa vivamente.” (Encíclica Redemptor hominis, 1979)

“Com a ajuda de Deus, fazei do Evangelho a regra fundamental da vossa família, e da vossa família uma página do Evangelho escrita para o nosso tempo!” (Discurso IV Encontro Mundial das Famílias)
 
“A paz deve ser sempre a meta: a paz perseguida e defendida em todas as circunstâncias. Não repitamos o passado, um passado de violência e de destruição” (Discurso durante visita ao Monumento à Paz em Hiroshima, 1981)
 
“Da minha parte, peço o conforto da oração, a fim de que a paz que procuramos seja cada vez mais a verdadeira paz, edificada sobre a « pedra angular » (cf. Ef 2, 20) que é o próprio Cristo.” (XXII Dia Mundial da Paz).

“Para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte. De fato, deve tornar perceptível e até o mais fascinante possível o mundo do espírito, do invisível, de Deus. Por isso, tem de transpor para fórmulas significativas aquilo que, em si mesmo, é inefável.” (Carta aos artistas, 1999)

Totus Tuus. Nas mesmas mãos maternas deixo tudo e Todos aqueles com os quais a minha vida e a minha vocação me pôs em contato.” (Totus Tuus ego sum, Testamento de São João Paulo II)
 

Hoje celebramos São João Paulo II



Karol Wojtyła nasceu a 18 de Maio de 1920 em Wadowice, na Polónia meridional, onde viveu até 1938, quando se inscreveu na faculdade de filosofia da Universidade Jagelónica e se transferiu para Cracóvia. No Outono de 1940 trabalhou como operário nas minas de pedra e depois numa fábrica química. Em Outubro de 1942 entrou no seminário clandestino de Cracóvia e a 1 de Novembro de 1946 foi ordenado sacerdote.

A 4 de Julho de 1958, Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal a 28 de Setembro seguinte. Como lema episcopal escolheu a expressão mariana Totus tuus de são Luís Maria Grignion de Montfort.

Primeiro como auxiliar e depois, a partir de 13 de Janeiro de 1964, como arcebispo de Cracóvia, participou em todas as sessões do concílio Vaticano II. A 26 de Junho de 1967 foi criado cardeal por Paulo VI.

Em 1978 participou no conclave convocado depois da morte de Montini e no sucessivo após o inesperado falecimento de Luciani. Na tarde de 16 de Outubro, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa. Primeiro Pontífice eslavo da história e primeiro não italiano depois de quase meio milénio, desde o tempo de Adriano VI (1522-1523).

Personalidade poliédrica e carismática, afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas. A têmpera e o vigor de uma idade relativamente jovem permitiu que empreendesse uma actividade intensíssima, ritmada sobretudo pelo multiplicar-se das visitas e das viagens: no total foram 104 internacionais e 146 na Itália, com 129 países visitados nos cinco continentes.

Desde o início trabalhou para dar voz à chamada Igreja do silêncio. A insistência sobre os temas dos direitos do homem e da liberdade religiosa tornou-se assim uma constante do seu magistério. Tanto que hoje é largamente reconhecido o contributo relevante da sua acção para as vicissitudes que determinaram a queda do muro de Berlim em 1989 e o sucessivo colapso dos regimes filo-soviéticos. Neste contexto provavelmente insere-se o gravíssimo episódio do atentado do qual foi vítima a 13 de Maio de 1981 por obra do turco Ali Agca.

Ao lado da polémica anticomunista, desenvolveu-se também uma leitura crítica do capitalismo, submetido a uma análise crítica em três das suas 14 encíclicas: a Laborem exercens (1981), a Sollicitudo rei socialis (1987) e a Centesimus annus (1991). Também foi assídua a sua actividade a favor da paz, que se entrelaça com a busca do diálogo com as grandes religiões — em particular com o judaísmo e com o islão — e com o novo impulso impresso no caminho ecuménico.

Em 1983 promulgou o novo Codex iuris canonici e depois providenciou à reforma da Cúria romana com a constituição apostólica Pastor bonus de 1988. Favoreceu também a dimensão da colegialidade episcopal no governo da Igreja, sobretudo através da convocação de quinze sínodos dos bispos. Entre os números de um pontificado bastante longo — em segundo lugar por duração só ao de Pio IX (1846-1878) — podem ser mencionadas também as frequentes cerimónias de beatificação e canonização, durante as quais foram proclamados 1.338 beatos e 482 santos.

Com o passar dos anos a atenção do Pontífice focalizou-se sobretudo na celebração do grande jubileu do ano 2000. O evento assumiu um significado altamente simbólico no âmbito da sua missão pastoral e teve uma forte importância penitencial, expressa de modo emblemático no dia do perdão (12 de Março).

O encerramento do jubileu abriu a fase conclusiva do pontificado, marcada sobretudo pelo progressivo agravamento das condições de saúde do Papa, que depois de uma longa e angustiante agonia morreu na noite de 2 de Abril de 2005.

Após 26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. E o mesmo Papa o proclamou beato a 1 de Maio de 2011.

Foi canonizado no dia 27 de abril de 2014, pelo Papa Francisco.

(Vatican.va)
Fonte : VATICAN

22 de outubro: memória litúrgica de S. João Paulo II – as palavras do Papa Francisco




22 de Outubro | Da Redação com Rádio Vaticano

Nesta quarta-feira, dia 22, durante a audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco recordou a memória litúrgica de S. João Paulo II dirigindo-se aos peregrinos polacos presentes na audiência. Foram estas as suas palavras:

“ Saúdo cordialmente os peregrinos polacos vindos a esta audiência. Hoje celebramos a memória litúrgica de S. João Paulo II, o qual convidou todos a abrirem as portas a Cristo; na sua primeira visita na vossa pátria invocou o Espírito Santo para que viesse a renovar a terra da Polónia; a todo o mundo recordou o mistério da Divina Misericórdia. A sua herança espiritual não seja esquecida, mas nos leve à reflexão e ao concreto agir para o bem da Igreja, da família e da sociedade.”

A Igreja Corpo de Cristo – a audiência geral do Papa Francisco



22 de Outubro | Da Redação com Rádio Vaticano


Quarta-feira, 22 de outubro, audiência geral na Praça de S. Pedro – tema da catequese do Papa Francisco: A Igreja Corpo de Cristo.

“... quando se quer evidenciar como os elementos que compõem uma realidade estejam estreitamente unidos um ao outro e formem juntos uma só coisa, usa-se, muitas vezes, a imagem do corpo. A partir do Apóstolo Paulo, esta expressão foi aplicada à Igreja e foi reconhecida como o seu traço distintivo mais profundo e mais belo. Hoje, então, podemos perguntar: em que sentido a Igreja forma um corpo? E porque é que é definida “corpo de Cristo”?”

A Igreja Corpo de Cristo é uma imagem profunda que indica o vínculo real que nos une a Cristo após o Batismo. Isso mesmo nos mostra a visão do profeta Ezequiel, que diante de ossos ressequidos espalhados pelo chão, recebe de Deus a ordem de invocar sobre estes o Espírito do Senhor, para que eles formem um corpo cheio de vida.
“A partir daquele momento, os ossos começam a aproximar-se e a unir-se, sobre eles crescem antes os nervos e depois a carne e forma-se, assim, um corpo completo e cheio de vida. Isto é a Igreja!”
“É a obra-prima do Espírito, o qual infunde em cada um a vida nova do Ressuscitado e nos põe um ao lado do outro, um ao serviço e apoio do outro, fazendo assim de todos nós um só corpo edificado na comunhão e no amor.”

Assim é a Igreja – afirmou o Papa Francisco – um corpo vivificado pelo Espírito Santo que infunde em cada batizado a vida nova de Jesus Ressuscitado; Ele constantemente nos cobre com o seu amor e nos faz participantes da sua Paixão redentora. Por isso, podemos estar certos de que nada nem ninguém nos pode separar de Cristo – sublinhou o Santo Padre.
Recordando o Apóstolo Paulo e os conselhos que enviou à comunidade de Corinto, o Papa Francisco concluiu a sua catequese afirmando que a certeza do amor de Cristo pela sua Igreja faz crescer em nós o desejo de corresponder a este amor, superando divisões, invejas e incompreensões que ferem o Corpo do Senhor, sendo mais generosos, solidários e gratos com todos os membros da Igreja e invocando o Espírito Santo para que a nossa comunhão seja sinal vivo de amor de Deus.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:
“Dirijo uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis das várias paróquias do Brasil. Queridos amigos, somos verdadeiramente o Corpo de Cristo! Não deixemos de nos fazer solidários com os mais necessitados, lembrando as palavras de São Paulo: «se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele»! Assim Deus vos abençoe! “

Nas saudações aos peregrinos polacos o Santo Padre recordou a memória litúrgica de S. João Paulo II:
“ Saúdo cordialmente os peregrinos polacos vindos a esta audiência. Hoje celebramos a memória litúrgica de S. João Paulo II, o qual convidou todos a abrirem as portas a Cristo; na sua primeira visita na vossa pátria invocou o Espírito Santo para que viesse a renovar a terra da Polónia; a todo o mundo recordou o mistério da Divina Misericórdia. A sua herança espiritual não seja esquecida, mas nos leve à reflexão e ao concreto agir para o bem da Igreja, da família e da sociedade.”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção!