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2 de maio de 2016

O milagre do perdão e como ele pode salvar seu casamento do inferno

 

Uma das histórias mais lindas e emocionantes sobre o poder do amor no casamento.


Uma mulher que se dava muito mal com seu marido sofreu uma parada cardíaca. Quase a ponto de morrer, um anjo lhe apareceu para dizer-lhe que, avaliando suas boas ações e seus erros, ela não poderia entrar no céu; e lhe propôs continuar na terra por mais alguns dias, até conseguir cumprir as boas ações que lhe faltavam.

A mulher aceitou o trato e voltou para casa junto ao seu esposo. O homem nem falava mais com ela há um bom tempo, pois realmente estavam brigados.

Ela pensou:

– É conveniente que eu faça as pazes com este homem. Ele está dormindo no sofá. Ele está dormindo no sofá, faz tempo que parei de cozinhar para ele. Hoje ele vai passar sua camisa para ir trabalhar, mas vou lhe fazer uma surpresa.

Quando o homem sair de casa para trabalhar, ela começou a lavar e passar toda a roupa dele. Preparou um delicioso almoço, colocou flores na mesa e um cartão no sofá, que dizia: “Acho que você se sentiria mais confortável dormindo na cama que foi nossa, essa cama na qual o amor concebeu nossos filhos, na qual muitas vezes os abraços cobriram nossos medos e sentimos a proteção e companhia um do outro. Este amor, ainda vivo, nos espera nessa cama. Se você puder perdoar todos os meus erros, podemos nos encontrar lá. Sua esposa”.

Quando terminou de escrever a última linha do cartão, pensou:

– Será que eu fiquei louca? Vou pedir perdão, sendo que foi ele quem começou a vir para casa bravo quando ficou desempregado? Eu que tive de fazer malabarismos com minhas poucas economias, e ainda tinha que aguentar sua cara fechada. Ele começou a beber, a ficar jogado no sofá, exigindo silêncio das crianças, que só queriam brincar; começou a gritar comigo quando lhe disse que não poderíamos continuar assim e que precisávamos de dinheiro para nossos filhos. Ele arruinou tudo, e agora eu tenho que pedir perdão?

Enfurecida, rasgou o cartão, mas logo depois ouviu a voz do anjo, que dizia:

– Lembre-se: com algumas boas ações, você chegará ao céu; do contrário, não poderá entrar.

Então, a mulher refletiu:

– Será que vale a pena?

Ela resolveu reescrever o cartão, acrescentando palavras ainda mais carinhosas:

“Eu não soube compreender nada naquela época, não soube ver sua preocupação ao ficar desempregada, depois de tantos anos com o salário seguro daquela fábrica. Você deve ter sentido tanto medo! Agora me lembro dos seus sonhos para a nossa aposentadoria, de todas as coisas que você gostaria de ter feito. Eu poderia ter motivado você a fazer tudo isso, ao invés de obrigá-lo a aceitar ficar o dia todo sentado nesse táxi. Eu não soube ver a sua dor, seu medo e sua angústia. Por favor, perdoe-me, meu amor. Prometo que de hoje em diante tudo será diferente. Eu te amo. Sua esposa.”

Quando o marido voltou do trabalho, ao abrir a porta de casa, reparou em algo diferente: o cheiro da comida, as velas na mesa, sua música favorita tocando suavemente e o cartão no sofá. Quando a mulher saiu da cozinha com a panela na mão, encontrou-o no sofá chorando como uma criança. Foi correndo abraçá-lo e não precisaram dizer nada, apenas choraram juntos. Ele a pegou no colo e a levou até a cama; fizeram amor com a mesma paixão do primeiro dia. Depois jantaram a deliciosa comida que ela havia preparado, riram muito recordando velhas histórias das crianças fazendo travessuras na casa.

Ele a ajudou a recolher as coisas da mesa e, enquanto ela lavava a louça, viu pela janela da cozinha que o anjo estava no jardim. Foi chorando ao seu encontro e lhe disse:

– Por favor, anjo, interceda por mim. Não quero deixar meu marido sozinho. Preciso de mais tempo para poder motivá-lo e reconstruir nosso casamento. Prometo que, em pouco tempo, ele estará feliz e seguro, e então poderei ir para onde você quiser me levar.

O anjo respondeu:

– Eu não preciso levá-la a lugar algum. Agora você já sabe onde e como o céu começa. Lembre-se do inferno no qual você estava vivendo e nunca se esqueça de que o céu está muito perto.

A mulher ouviu a voz do seu marido que, da cozinha, dizia-lhe:

– Meu amor, está frio, venha deitar, amanhã será outro dia.
– Sim, pensou ela, graças a Deus, amanhã será outro dia.


Fonte: pt.aleteia.org 
Foto: Ollyy

 

A mais antiga oração de Nossa Senhora



No ano de 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Neste fragmento estava escrito: “À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.
 
Esta oração conhecida com o nome “Sub tuum praesidium” (À vossa proteção) é a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Tem ela uma excepcional importância histórica pela explícita referência ao tempo de perseguições dos cristãos (Livrai-nos de todo perigo) e uma particular importância teológica por recorrer à intercessão de Maria invocada com o título de Theotókos (Mãe de Deus).

Este título é o mais belo e importante privilégio da Virgem Santíssima. Já no século II, era dirigido à Maria e foi objeto de definição conciliar em Éfeso no ano de 431. Maria, Mãe de Deus! Qual é, na mente da Igreja e da Tradição, o genuíno e profundo sentido deste dogma mariano central?

São Tomás afirma que pelo fato de ser mãe de Deus: “A Bem Aventurada Virgem Maria está revestida de uma dignidade quase infinita, a causa do bem infinito que é o mesmo Deus. Portanto, não se pode conceber nada mais elevado que ela, como nada pode haver mais excelso que Deus”(Suma Teológica 1, q.25, a.6 ad 4.). E, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica.

Denominada nos Evangelhos “a Mãe de Jesus” (João 2,1;19,25[a72]), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito, desde antes do nascimento de seu Filho, como “a Mãe de meu Senhor” (Lc 1,43). Com efeito, Aquele que ela concebeu Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne não é outro que o Filho eterno do Pai, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (CIC 495).

O Concílio de Éfeso tem a glória de ser o grande Concílio Mariano, pois seu dogma destruiu a maior heresia contra a Virgem e pôs a pedra angular de toda a Mariologia. A igreja com o decorrer do tempo iria descobrindo os grandes tesouros encerrados na Maternidade Divina de Maria.

Porém, é necessário compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do “verbo encarnado”, do Filho de Deus feito homem.

Maria deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.

Convém ainda recordar que esta questão já foi tratada na era patrística, isto é, no Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de “Theotokos” (“Mãe de Deus”) a Maria. Nestório sabia muito bem que isto significava a consequente negação da natureza de Cristo, homem e Deus.

A mesma história patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as idéias nestorianas.

Por Diácono Inácio de Almenida EP.
Fonte: Gaudium Press


6 poderosas orações para rezar após a comunhão

 

Aproveite o momento de ação de graças e entregue-se por completo a Jesus.



Oração de Santo Tomás de Aquino

Eu vos dou graças,
ó Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso,
porque, sem mérito algum de minha parte,
mas somente pela condescendência de vossa misericórdia,
vos dignastes saciar-me, a mim pecador, vosso indigno servo,
com o sagrado Corpo e o precioso Sangue do vosso Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo.
E peço que esta santa comunhão
não me seja motivo de castigo,
mas salutar garantia de perdão.
Seja para mim armadura da fé, escudo de boa vontade
e libertação dos meus vícios.
Extinga em mim a concupiscência e os maus desejos,
aumente a caridade e a paciência,
a humildade e a obediência,
e todas as virtudes.
Defenda-me eficazmente contra as ciladas dos inimigos,
tanto visíveis como invisíveis.
Pacifique inteiramente todas as minhas paixões,
unindo-me firmemente a vós, Deus uno e verdadeiro,
feliz consumação de meu destino.
E peço que vos digneis conduzir-me a mim pecador
àquele inefável convívio em que vós
com vosso Filho e o Espírito Santo
sois para os vossos Santos a luz verdadeira,
a plena saciedade e a eterna alegria,
a ventura completa e a felicidade perfeita.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.
Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me
e mandai-me ir para vós,
para que com vossos Santos vos louve
por todos os séculos dos séculos.
Amém.
Oferecimento de si mesmo

Recebei, Senhor, minha liberdade inteira.
Recebei minha memória,
minha inteligência e toda a minha vontade.
Tudo que tenho ou possuo de vós me veio;
tudo vos devolvo e entrego sem reserva
para que a vossa vontade tudo governe.
Dai-me somente vosso amor e vossa graça
e nada mais vos peço,
pois já serei bastante rico.
Oração universal atribuída ao Papa Clemente XI

Meu Deus, eu creio em vós, mas fortificai a minha fé;
espero em vós, mas tornai mais confiante a minha esperança;
eu vos amo, mas afervorai o meu amor;
arrependo-me de ter pecado, mas aumentai o meu arrependimento.
Eu vos adoro como primeiro princípio,
eu vos desejo como fim último;
eu vos louvo como benfeitor perpétuo,
eu vos invoco como benévolo defensor.
Que vossa sabedoria me dirija,
vossa justiça me contenha,
vossa clemência me console,
vosso poder me proteja.
Meu Deus, eu vos ofereço
meus pensamentos, para que só pense em vós;
minhas palavras, para que só fale em vós;
minhas ações, para que sejam do vosso agrado;
meus sofrimentos, para que sejam por vosso amor.
Quero o que quiserdes,
porque o quereis,
como o quereis,
e enquanto o quereis.
Senhor, eu vos peço:
iluminai minha inteligência,
inflamai minha vontade,
purificai meu coração
e santificai minha alma.
Dai-me chorar os pecados passados,
repelir as tentações futuras,
corrigir as más inclinações
e praticar as virtudes do meu estado.
Concedei-me, ó Deus de bondade,
ardente amor por vós e aversão por meus defeitos,
zelo pelo próximo e desapego do mundo.
Que eu me esforce para obedecer aos meus superiores,
auxiliar os que dependem de mim,
dedicar-me aos amigos e perdoar os inimigos.
Que eu vença a sensualidade pela austeridade,
a avareza pela generosidade,
a cólera pela mansidão
e a tibieza pelo fervor.
Tornai-me prudente nas decisões,
corajoso nos perigos,
paciente nas adversidades
e humilde na prosperidade.
Fazei, Senhor, que eu seja atento na oração,
sóbrio nos alimentos,
diligente no trabalho
e firme nas resoluções.
Que eu procure possuir
pureza de coração e modéstia de costumes,
um procedimento exemplar e uma vida reta.
Que eu me aplique sempre em vencer a natureza,
colaborar com a graça,
guardar os mandamentos
e merecer a salvação.
Aprenda de vós como é pequeno o que é da terra,
como é grande o que é divino,
breve o que é desta vida
e duradouro o que é eterno.
Dai-me preparar-me para a morte,
temer o dia do juízo,
fugir do inferno
e alcançar o paraíso.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Oração a Nossa Senhora

Ó Maria, Virgem e Mãe santíssima,
eis que recebi o vosso amado Filho,
que concebestes em vosso seio imaculado e destes à luz,
amamentastes e estreitastes com ternura em vossos braços.
Eis que humildemente e com todo o amor
vos apresento e ofereço de novo
aquele mesmo cuja face vos alegrava e enchia de delícias,
para que, tomando-o em vossos braços
e amando-o de todo o coração,
o apresenteis à Santíssima Trindade
em supremo culto de adoração,
para vossa honra e glória,
por minhas necessidades
e pelas de todo o mundo.
Peço-vos, pois, ó Mãe compassiva, que imploreis a Deus
o perdão dos meus pecados,
graças abundantes para servi-lo mais fielmente
e a perseverança final,
para que convosco possa louvá-lo para sempre.
Amém.
Oração a N. S. J. Cristo Crucificado

Eis-me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus!
De joelhos me prostro em vossa presença
e vos suplico com todo o fervor de minha alma
que vos digneis gravar no meu coração
os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade,
verdadeiro arrependimento de meus pecados
e firme propósito de emenda,
enquanto vou considerando,
com vivo afeto e dor,
as vossas cinco chagas,
tendo diante dos olhos
aquilo que o profeta Davi já vos fazia dizer, ó bom Jesus:
Traspassaram minhas mãos e meus pés,
e contaram todos os meus ossos (Sl 21,17).


Fonte: pt.aleteia.org

Foto: Creative Commons

Virgem Maria, Esposa do Espírito Santo





A Virgem Maria tem uma ligação estreita com o Divino Espírito Santo. Ela concebeu Jesus por obra Dele; é santa e Imaculada por Sua obra; esteve com os Apóstolos no dia de Pentecostes; e se tornou Mãe da Igreja e Mãe de cada homem e mulher que Jesus resgatou com Seu sangue.
 
Portanto, é muito importante que aquele que é batizado no Espírito Santo, tenha um conhecimento profundo sobre o que a Igreja ensina sobre a Mãe de Deus, e tenha intimidade com Ela. Por isso, vamos apresentar aqui um resumo do que a Igreja ensina.

A predestinação de Maria

A Igreja ensina que a Virgem Maria foi predestinada por Deus, desde sempre, para ser a Mãe do Redentor dos homens.

Diz o Catecismo:
“Deus enviou Seu Filho” (Gl 4,4), mas, para “formar-lhe um corpo” quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia,“uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27):

Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida” (§488).

A Imaculada Conceição

“Para ser a Mãe do Salvador, Maria foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função.” No momento da Anunciação, o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”.

Efetivamente, para poder dar o assentimento livre de sua fé ao anúncio de sua vocação era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus (CIC, §490).

A Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, foi redimida desde a concepção. É isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano foi preservada imune de toda mancha do pecado original.”

Os Padres da Igreja chamam a Mãe de Deus de “a toda santa” (Pan-hagia), celebram-na como “imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espírito Santo, e formada como uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.

A maternidade divina de Maria

Maria é verdadeiramente “Mãe de Deus”, pois é a Mãe do Filho Eterno de Deus feito homem, que é ele mesmo Deus.

Ela “permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre” (Santo Agostinho, Sermão, 186,1).

Os Evangelhos a chamam de “a Mãe de Jesus” (Jo 2,1;19,25); sob o impulso do Espírito Santa Isabel, já antes do nascimento de seu Filho, a chama de “a Mãe de meu Senhor”: “Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?” (Lc 1,43). Os judeus só chamavam a Deus de Senhor. A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus (Theotókos).

Por causa da heresia nestoriana, de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava ser Maria Mãe de Deus, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunido em Éfeso em 431, confessaram que “o Verbo, unindo a si em sua pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem”. O Concílio de Éfeso proclamou que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio: “Mãe de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela sua natureza divina, mas porque é dela que ele tem o corpo sagrado, dotado de uma alma racional, unido ao qual, na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne”.

Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos, então, lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a vossa vontade”.

A virgindade de Maria

A Igreja ensina que a Virgem Maria, é virgem perpétua; como disse Santo Agostinho: “Virgem antes, durante e depois do parto”. Santo Inácio de Antioquia, mártir (†107), escreveu: “Estais firmemente convencidos acerca de Nosso Senhor, que é verdadeiramente da raça de Davi segundo a carne, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, verdadeiramente nascido de uma virgem…”. “O príncipe deste mundo ignorou a virgindade de Maria e o seu parto, da mesma forma que a Morte do Senhor: três mistérios proeminentes que se realizaram no silêncio de Deus”.

O Catecismo da Igreja diz, sem medo de errar, que: “O aprofundamento de sua fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo “não lhe diminuiu, mas sagrou a integridade virginal” de sua mãe. A Liturgia da Igreja celebra Maria como a Aeiparthenos (pronuncie áeiparthénos), “sempre virgem” (§499).

O Papa Paulo IV, em 7 de agosto de 1555, apresentou a perpétua virgindade de Maria entre os temas fundamentais da fé.

Assim se expressou: “A Bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e constantemente depois do parto”.

Santo Agostinho afirma: “Cristo nasceu com efeito da Mãe que embora sem contato com varão concebeu intacta, e sempre intacta permaneceu, concebeu virgem, dando à luz virgem, virgem morrendo, embora fosse desposada com o carpinteiro, extinguiu todo orgulho da nobreza carnal”. E ainda: “Uma virgem concebe, virgem leva o fruto, uma virgem dá à luz e permanece perpetuamente virgem”.

São Cirilo de Alexandria (†442), deixou-nos uma bela comparação: Se a luz atravessa a vidraça de um lado para outro sem quebrá-la, não podia o Verbo entrar e sair do ventre de Sua Mãe sem rasgar as paredes?

Assunção ao céu

É dogma de fé que Nossa Senhora, após a sua vida terrena, foi elevada ao Céu de corpo e alma. É a única criatura que já está no céu com o seu corpo, além de Jesus. Todos os demais santos estão no céu só com a alma, aguardando a ressurreição do corpo na Parusia, quando Cristo voltar. O Papa Pio XII, em 1 de novembro de 1950, pronunciou o dogma:

“Finalmente, a Imaculada Virgem, preservada imune de toda mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celeste. E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo.”

A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos: “Em vosso parto, guardastes a virgindade; em vossa dormição, não deixastes o mundo, ó mãe de Deus: fostes juntar-vos à fonte da vida, vós que concebestes o Deus vivo e, por vossas orações, livrareis nossas almas da morte […]”. (Liturgia bizantina, festa da dormição de Maria).

Maria – Mãe de Cristo, Mãe da Igreja

Nossa Senhora é verdadeiramente “Mãe dos membros [de Cristo] (…), porque cooperou pela caridade para que na Igreja nascessem os fiéis que são os membros desta Cabeça” (Santo Agostinho).

O próprio Jesus moribundo na cruz, com lábios de sangue, nos deu sua Mãe para ser nossa Mãe espiritual: “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19,26-27). E o evangelista São João a levou para a sua casa; foram morar em Éfeso numa casinha que existe ainda hoje nas montanhas da cidade.

Após a Ascensão de Jesus Filho, Maria “assistiu com suas orações a Igreja nascente”. Reunida com os apóstolos e algumas mulheres, “vemos Maria pedindo, também ela, com suas orações, o dom do Espírito, o qual, na Anunciação, a tinha coberto com sua sombra”.

O Concílio Vaticano II disse: “De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo ela se tornou para nós mãe na ordem da graça” (LG, 61).

“Assunta aos céus, não abandonou este múnus salvífico, mas, por sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna. […] Por isso, a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira” (LG, 62).


A mediação da Virgem Maria

É preciso entender que a mediação de Maria junto a Deus não substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é uma mediação subordinada, “por dentro” da de Cristo. Sem a Mediação única de Cristo (1Tm 2,4), nenhuma outra tem valor e eficácia. Veja o que disse o Concílio Vaticano II:

“A missão materna de Maria em favor dos homens de modo algum obscurece nem diminui a mediação única de Cristo; pelo contrário, até ostenta sua potência, pois todo o salutar influxo da bem-aventurada Virgem (…) deriva dos superabundantes méritos de Cristo, estriba-se em sua mediação, dela depende inteiramente e dela aufere toda a sua força. Com efeito, nenhuma criatura jamais pode ser equiparada ao Verbo encarnado e Redentor. Mas, da mesma forma que o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja pelos ministros, seja pelo povo fiel, e da mesma forma que a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas de modos diversos, assim também a única mediação do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma variegada cooperação que participa de uma única fonte” (LG, 62).

“A Igreja não hesita em proclamar esse múnus subordinado de Maria. Pois sempre de novo o experimenta e recomenda-o aos fiéis para que, encorajados por essa maternal proteção, mais intimamente adiram ao Mediador e Salvador” (LG, 62).

Os santos doutores garantem que a Virgem Maria é “medianeira de todas as graças”. Coloco aqui algumas citações de nosso livro A mulher do Apocalipse:

São Bernardo, doutor da Igreja, assim diz: “Tal é a vontade de Deus que quis que tenhamos tudo por Maria. Se, portanto, temos alguma esperança, alguma graça, algum dom salutar, saibamos que isto nos vem por suas mãos”.

São Bernardino de Sena: “Todos os dons, virtudes e graças do Espírito Santo são distribuídos pelas mãos de Maria, a quem ela quer, quando quer, como quer, e quanto quer”. “Eras indigno de receber as graças divinas: por isso foram dadas a Maria a fim de que por ela recebesses tudo o que terias”.

Santo Efrém, doutor da Igreja (†373): “Minha Santíssima Senhora, Santa Mãe de Deus, cheia de graças e favores divinos, Distribuidora de todos os bens! Vós sois, depois da Santíssima Trindade, a Soberana de todos; depois do Medianeiro, a Medianeira do Universo, Ponte do mundo inteiro para o céu. Olhai benigna para minha fé e meu desejo que me foram inspirados por Deus”.

São Boaventura (1218-1274), bispo e doutor da Igreja: “Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisto conhecêssemos que tudo que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós”.

Santo Alberto Magno, doutor da Igreja (†1280): “É anunciada à Santíssima Virgem tal plenitude de graça, que se tornou por isso a fonte e o canal de transmissão de toda a graça a todo o gênero humano”.

São Pedro Canísio (1521-1597), doutor da Igreja: “O Filho atenderá Sua Mãe e o eterno Pai ouvirá Seu próprio Filho: eis o fundamento de toda nossa esperança”.

São Roberto Belarmino (1542-1621), bispo e doutor da Igreja: “Todos os dons, todas as graças espirituais que por Cristo, como cabeça, descem para o corpo, passam por Maria que é como o colo desse corpo místico”.

A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão. A Igreja presta a ela um culto chamado de “hiperdulia”, “superveneração”, por ser a Mãe gloriosa e bendita de Deus. Ela mesma anunciou que isso se daria:

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48).

Do livro: Descerá sobre vós o Espírito Santo. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas

Fonte: cleofas.com.br 
 

Como são os anjos?

 

Os anjos estão muito mais presentes em sua vida do que você imagina.

 

Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais frequentemente invocaremos seu poderoso auxílio.

Ao falar sobre os anjos, com muita facilidade vem-nos à mente a clássica representação de um misterioso jovem de bela aparência, trajando uma longa e alva túnica. Não podemos considerá-la uma imagem errada, visto que nas próprias Escrituras eles são assim figurados, como por exemplo, no episódio de Tobias.

Já em nossa época, as aparições de Fátima foram precedidas de algumas intervenções angélicas. O Anjo da Paz apareceu três vezes aos pastorinhos e foi assim descrito mais tarde pela Irmã Lúcia, uma das videntes: “Começamos a ver (…) uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol. À medida que se aproximava, íamos distinguindo lhe as feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos.” A descrição da Irmã Lúcia pouco revela a respeito dos seres angélicos, apenas aumenta o mistério que os cerca.

Mesmo na Sagrada Escritura, não há elementos precisos sobre sua natureza e atributos; o que se conhece é deduzido de sua atuação, nas missões a eles confiadas por Deus junto aos homens.

Quem são, afinal, os anjos? Que predicados possuem? A resposta, nós a encontramos nos escritos de um dos autores que mais a fundo tratou do assunto: São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Com base em sua doutrina, vejamos algumas das interessantes questões relativas aos anjos.

Os anjos são mais numerosos que os homens?

Ao criar, Deus teve em vista “a perfeição do Universo como finalidade principal” (1), pois tinha intenção de espelhar o supremo Bem, ou seja, Ele mesmo. Por isso, fez em maior número os seres mais elevados. E os espíritos celestes, os quais superam em dom e qualidade qualquer ser corporal, foram criados em tal quantidade que, perto deles, todas as estrelas do firmamento não passam de um punhadinho de pedras preciosas.

Todos os homens – desde Adão até o último a nascer no fim do mundo – são poucos em relação às miríades de puros espíritos que espelham tão perfeitamente o Criador dos homens e dos anjos. É com grande veracidade que Dionísio confessou humildemente: “Os exércitos bem-aventurados dos espíritos celestes são numerosos, superando a medida pequena e restrita de nossos números materiais” (2).

Os anjos são todos iguais?

Segundo o Doutor Angélico, as criaturas devem representar a bondade de Deus. Mas nenhuma criatura – nem sequer Maria Santíssima! – é capaz de representar suficientemente toda a bondade divina. Por isso, Ele criou múltiplos e distintos seres. Assim, cada indivíduo representa um aspecto diferente do Bem Supremo, e um suprirá aquilo que no outro não se encontra..

Os seres criados – se postos em escala, de inferior a superior – formam uma imensa cadeia, onde o conjunto de diversos graus, cada qual mais requintado, dá uma noção mais completa e arquitetônica da Suma Perfeição do que qualquer um deles individualmente (3).

Ademais, na medida em que as criaturas se aproximam do Bem Supremo, as diferenças entre elas se multiplicam, para melhor espelhar a riqueza infinita dos dons de Deus. Deste modo, a extrema variedade do mundo angélico supera tanto a do mundo físico que este, comparativamente, parece empalidecido, pobre e até monótono! Entre os anjos, não há indivíduos semelhantes, agrupados em famílias ou raças, como ocorre no gênero humano.

Cada um difere do outro, como se fossem espécies diversas (4).

São Tomás de Aquino, baseando-se nas Escrituras, divide-os em três hierarquias e nove coros: “Isaías fala dos Serafins; Ezequiel, dos Querubins; Paulo, dos Tronos, das Dominações, das Virtudes, das Potestades, dos Principados; Judas fala dos Arcanjos, enquanto o nome dos Anjos está em muitos lugares da Escritura” (5).

Enquanto São Dionísio explica a divisão da hierarquia angélica em função de suas perfeições espirituais, São Gregório o faz de acordo com seus ministérios exteriores: “Os Anjos são aqueles que anunciam as coisas menos importantes; os Arcanjos, os que anunciam as mais importantes; as Virtudes, por elas se realizam os milagres; as Potestades, pelas quais se reprimem os maus poderes; os Principados, que presidem os próprios espíritos bons” (6).

De que modo os anjos podem influenciar os homens?

Os anjos podem influenciar profundamente os homens, embora o façam sempre discretamente, pois a humildade também é uma virtude angélica.

Quantas vezes, uma boa inspiração tem origem num anjo! Ou quando o pressentimento de algum perigo grave leva a pessoa a tomar medidas e escapar de um acidente ou livrar-se de um grande dano, certamente foi algum solícito anjo que zelou pelo bem de seu protegido.
 
Mas os anjos exercem um importante papel, sobretudo no que diz respeito à fé, como nos ensina o Doutor Angélico: “Dionísio prova que as revelações das coisas divinas chegam aos homens mediante os anjos. Essas revelações são iluminações. Portanto, os homens são iluminados pelos anjos” (7).

“Pela ordem da Divina Providência – continua São Tomás – os inferiores se submetem às ações dos superiores. Assim como os anjos inferiores são iluminados pelos superiores, assim os homens, inferiores aos anjos, são por eles iluminados.

(…) Por outro lado, o intelecto humano, enquanto inferior, é fortalecido pela ação do intelecto angélico” (8).

É verdade que tenho um anjo da guarda para me proteger?

Ao tratar deste ponto, o Doutor Angélico cita o comentário de São Jerônimo às palavras do Divino Mestre: “seus anjos [dos pequeninos] no Céu contemplam sempre a face de meu Pai” (Mt 18, 10). “Grande é a dignidade das almas – afirma São Jerônimo -, pois, ao nascer, cada uma tem um anjo delegado à sua guarda” (9). Assim, cada homem recebe um príncipe da corte celeste que nunca o abandona, por mais culposas ou pavorosas que sejam as situações pelas quais passe. Tal como se reza na conhecida oração ao anjo da guarda (Santo Anjo do Senhor) ele rege, guarda, governa e ilumina o seu protegido.

O anjo ilumina o homem para incliná-lo ao bem ou comunicar-lhe a vontade divina (10) e o protege contra os assaltos do demônio. Sobretudo, o anjo continua sempre na presença de Deus, mesmo estando ao lado de seu protegido, intercedendo continuamente por ele.

Por Padre Joshua Sequeira, E.P.
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1) Suma Teológica I, q.50, a.3 resp.
2) De Caelesti Hierarchia, cap.14, in MIGNE, PG, 3, 321 A.
3) cf. I, q. 47, a. 1e 2.
4) cf. I, q. 50, a. 4.
5) I, q.,108, a.,5 s.c.
6) cf. I, q 108, a.,5 resp.
7) I, q. 111 a. 1 s.c.
8) I, q. 111, a.1 resp.
9) MIGNE, PL, 26, 130 B.
10) cf. I, q. 111, a. 1.
(in “Revista Arautos do Evangelho”, Número 69, p. 22 e 23)



Fonte: pt.aleteia.org