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16 de setembro de 2014

Papa Francisco: os cristãos não são orfãos, pois têm Maria



"Nós não somos orfãos, temos Mães: a Mãe Maria. Mas também a Igreja é Mãe", disse Francisco


Como sem Maria não existiria Jesus, assim, sem a Igreja não podemos andar em frente. Esta foi a mensagem principal do Papa Francisco na Missa em Santa Marta nesta segunda-feira, em que se celebra a memória de Nossa Senhora das Dores.

A liturgia, depois de nos ter mostrado a Cruz gloriosa, apresenta-nos a Mãe humilde e mansa – afirmou o Santo Padre, que citou S. Paulo na Carta aos Hebreus, onde se lêem três palavras fundamentais em relação a Jesus: aprendeu, obedeceu, sofreu. Esta é a glória da Cruz de Jesus, afirmou o Papa Francisco.

“Jesus veio ao mundo para aprender a ser homem, e sendo homem, caminhar com os homens. Veio ao mundo para obedecer e obedeceu. Mas esta obediência aprendeu-a com o sofrimento. Adão saiu do Paraíso com uma promessa, a promessa que avançou durante séculos. Hoje, com esta obediência, com este anular-se a si próprio e humilhar-se de Jesus, aquela promessa torna-se esperança. E o povo de Deus caminha com a esperança certa. Também a Mãe, a nova Eva, como o próprio Paulo a chama, participa deste caminho do Filho: aprendeu, sofreu e obedece. E torna-se Mãe.”

Segundo o Papa Francisco, os cristãos não são orfãos, pois têmMaria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Mas também a Igreja é mãe quando faz o mesmo caminho de Jesus e de Maria: quando obedece, quando sofre e quando aprende.

“E esta é também a nossa esperança. Nós não somos orfãos, temos Mães: a Mãe Maria. Mas também a Igreja é Mãe e também a Igreja é ungida Mãe quando faz o mesmo caminho de Jesus e de Maria: o caminho da obediência, o caminho do sofrimento e quando tem aquela atitude de aprender continuamente o caminho do Senhor. Estas duas mulheres – Maria e a Igreja – levam em frente a esperança que é Cristo, dão-nos Cristo, geram Cristo em nós. Sem Maria não existiria Jesus; sem a Igreja, não podemos andar em frente."

(Rádio Vaticano)

Sem proximidade às pessoas, a pregação é vaidade, afirma Papa



“Pode-se pregar a Palavra de Deus brilhantemente, mas se estes pregadores não conseguem semear a esperança, essa pregação não serve. É vaidade!”

“Podem-se fazer belas pregações, mas se você não está próximo às pessoas, se você não sofre com as pessoas e não dá esperança, essas pregações não servem, elas são vaidades”. Foi o que disse o Papa Francisco nesta terça-feira, 16, na Missa diária na Casa Santa Marta.
Na liturgia de hoje, a Igreja recorda o Papa São Cornélio e o bispo São Cipriano, mártires do século III.
O Evangelho desta terça-feira lembra o dia em que Jesus se aproxima de um cortejo fúnebre: uma viúva de Naim perdeu seu único filho. O Senhor realiza o milagre de trazer à vida o jovem, mas faz muito mais, afirma Francisco: ele está próximo.
“Deus – dizem as pessoas – visitou o seu povo”. Quando Deus visita “há algo a mais, há algo de novo”, “quer dizer que a sua presença está especialmente ali”.
O Papa explicou que Deus está próximo e é capaz de entender o coração das pessoas, o coração do seu povo. “O Senhor vê aquele cortejo e se aproxima dele. Deus visita o seu povo, em meio ao seu povo, e se aproxima. Proximidade: é o modo de Deus”.
O Santo Padre chamou a atenção para uma expressão, contida neste texto, que se repete na Bíblia muitas vezes: “‘O Senhor, movido de grande compaixão’. A mesma compaixão que, diz o Evangelho, teve quando viu tantas pessoas como ovelhas sem pastor. Quando Deus visita o seu povo, Ele está próximo, Ele se aproxima e sente compaixão dele: comove-se”.
Francisco se lembrou também do episódio em que Jesus fica profundamente comovido diante do túmulo de Lázaro, assim como o pai do “filho pródigo” se comove ao vê-lo voltar para casa.
“Proximidade e compaixão: assim o Senhor visita o seu povo. E quando nós queremos anunciar o Evangelho, levar adiante a Palavra de Jesus, o caminho é esse”, indicou.
Segundo o Papa, o outro caminho é o dos mestres, dos pregadores do templo: os doutores da Lei, escribas e fariseus, que falavam e ensinavam bem, mas “afastados do povo”. “E isso não era um olhar do Senhor: era outra coisa. O povo não sentia isso como uma graça, porque faltava a proximidade, faltava a compaixão, isto é, sofrer com o povo.”
O Pontífice destacou que existe ainda outra palavra, própria de quando o Senhor visita o seu povo: ‘O morto se sentou e começou a falar, e ele [Jesus] o restituiu à sua mãe’”.
“Quando Deus visita o seu povo, restitui ao povo a esperança. Sempre. Pode-se pregar a Palavra de Deus brilhantemente: encontramos grandes pregadores na história. Mas se estes pregadores não conseguem semear a esperança, essa pregação não serve. É vaidade!”
Diante desse fato, no qual Jesus restituiu à mãe o filho vivo, o Papa Francisco afirmou que se pode “entender o que significa uma visita de Deus a seu povo. E pedir a graça que nosso testemunho de cristãos seja testemunho portador da visita de Deus ao seu povo, isto é, da proximidade que semeia a esperança.”

A profética voz de Bento XVI contra o extremismo islâmico

                                                       
                                                                                 © OSSERVATORE ROMANO ARTURO MARI / POOL / AFP


Em 2006, Ratzinger já convidava o islamismo ao diálogo partindo da razão, e todos - incluindo o Ocidente - o atacaram sem piedade

Por Jorge Traslosheros

Enquanto a violência do autoproclamado Estado Islâmico volta-se contra os cristãos, os yazidis e outras minorias, muitas vozes se unem em condenação. Entre estas, destacam-se as do mundo muçulmano, dos líderes religiosos da Grã Bretanha, ou do King Abdullah Bin Abdulaziz International Centre for Interreligious and Intercultural Dialogue (KAICIID), com sede em Viena, passando pelos intelectuais e jornalistas de várias latitudes, até a comovente manifestação por parte das pessoas simples. A condenação é unânime. Os fanáticos manipulam o islã, transgridem o Alcorão e traem a religião que dizem professar. Isso faz lembrar o discurso do professor Ratzinger em Ratisbona.

No dia 12 de setembro de 2006, Joseph Ratzinger, atualmente Papa Emérito Bento XVI, visitou a Universidade de Ratisbona, onde havia sido professor. Ali pronunciou um memorável discurso que hoje ressoa com força. Falou da vocação natural das religiões à justiça e à paz, cuja realização depende da articulação correta entre a fé e a razão, um dos grandes tópicos da sua Teologia e do seu Magistério. Explicou que, quando falta o diálogo, apresentam-se as patologias da razão e da religião que fazem escorregar, ao extremo, rumo ao fanatismo. Diante do despertar da irracionalidade misturada ao fundamentalismo, lançou um desafio aos muçulmanos para condenar a violência como meio de impor a fé, sem aliviar também para os cristãos.

O Papa Emérito Bento XVI tinha colocado o dedo na ferida. Três lições devem ser lembradas. Por um lado, o mundo midiático e intelectual do Ocidente, que se diz expressão da tolerância e da liberdade, lançou-se com violência irracional contra Ratzinger, acusando-o de ser fanático e provocador, quando na verdade tinha convidado ao diálogo na razão. Por outro lado, muçulmanos também lançaram condenações. No fim, todos têm de dar razão a Ratzinger. Tanto um quanto o outro mostraram que sofrem das patologias descritas no discurso de Ratisbona.

A reação mais interessante e decisiva foi a do islã. Um grupo de líderes e intelectuais muçulmanos assinou uma carta na qual eles acolhiam o desafio do diálogo. O epicentro aconteceu no Reino da Jordânia, mas se estendeu rapidamente a várias latitudes. Nessa carta, apesar de algum desacordo com Ratzinger, foram condenados aqueles que pretendiam impor com a violência “sonhos utópicos nos quais o fim justifica os meios”.

É certo dizer que a aula e a carta não deram início ao diálogo entre os cristãos e os muçulmanos, mas sem dúvida foram um fator importante para promovê-lo a níveis nunca vistos antes. Hoje certamente este diálogo está dando frutos não apenas entre certas elites, mas também entre as pessoas comuns, que antes de aparecer estes fanáticos tinham feito a convivência interreligiosa como a maneira natural de ser e hoje protestam porque querem continuar a viver da mesma maneira. Esta é a voz mais forte entre aquelas que podem ser escutadas. O encontro entre o povo simples e a intelectualidade enche de esperança. Quando este relacionamento se alimenta de paciência e constância, gera movimentos culturais potentes.

A memorável aula em Ratisbona teve outras consequências que hoje podemos observar. As palavras de Ratzinger deram maior impulso a uma ideia que nasceu da realidade dos percursos religiosos do século XIX e da primeira metade do século XX, vistos à luz do Evangelho, expressos claramente no Concílio Vaticano II, alimentados pelo Magistério pontifício sucessivo e articulado ao melhor da diplomacia da Santa Sé. Deseja-se fazer da liberdade religiosa uma das pedras angulares do Direito e das relações internacionais. Aqui se encontra o constante esforço da Igreja por favorecer a voz dos líderes e dos movimentos religiosos que buscam a paz mediante a justiça, de modo que se gerem âmbitos de convivência harmoniosa em cada sociedade, iniciativa chamada genericamente de: “o espírito de Assis”. A liberdade religiosa deve se tornar cultura com o apoio das políticas públicas dos vários Estados. Um dos mais importantes promotores desta proposta, para buscar um exemplo significativo, foi o doutor Thomas Farr, que dirige o Religious Freedom Project no Berkeley Center for Religion, Peace and World Affair da 'Universidade de Georgetown. Infelizmente nem os Estados Unidos nem a União Europeia quiseram escutar a aula de Ratisbona, ou a proposta da Igreja, muito menos as excelentes razões articuladas por acadêmicos e diplomatas de vários lugares. Quando as religiões cruzam seus caminhos, o que acontece continuamente, perdem o sentido da realidade, cegas pela própria arrogância. As tentativas de voltar à razão são interpretadas como uma violação impetrata pelo secularismo radical. É um pecado.

O Ocidente laico - políticos, intelectuais e meios de comunicação - desdenhou a proposta e, sem querer, tornou-se cúmplice, por omissão, do fundamentalismo que manipulou o islamismo até criar uma ideologia do extermínio. A sua falta de compreensão é tal que tentou manter o silêncio diante do sacrifício dos cristãos e de outras minorias no Oriente Médio, mas a dura realidade é imposta. Somente ações multilaterais baseadas em uma estratégia que faz da liberdade religiosa e do diálogo interreligioso as próprias pedras angulares poderá trazer paz, justiça e estabilidade no Oriente Médio.

Ratzinger tinha razão para além da aula de Ratisbona. Nas primeiras linhas do seu livro “Introdução ao Cristianismo”, traz as palavras de Kierkegaard sobre o palhaço na aldeia em chamas. Um circo se encontrava na periferia de um vilarejo, e de repente pegou fogo. O patrão ordenou ao palhaço que colocasse a roupa de cena para avisar do perigo eminente. Os habitantes, além de escutá-lo, riam dele tornando em vão o seu esforço. Quando conseguiram reagir era tarde demais. O vilarejo foi consumido pelas chamas. Para o Oriente Médio é mais do que uma simples parábola.

De qualquer forma, Ratzinger estava longe de exortar ao desânimo. A sua Teologia e o Magistério Pontifício foram um ponto de esperança, de alta inteligência. O seu apelo se encontra no realismo e na esperança. A situação atual de quem evangeliza na cultura da indiferença, na verdade, tem pouca coisa de novo. Como Igreja, não compartilhamos o nosso destino com o palhaço, mas com os santos e os profetas que pisaram na terra. Assim diz Jeremias: “A palavra do Senhor tornou-se para mim motivo de vergonha e gozação o dia todo. Eu me dizia: ‘Não pensarei mais nele, não falarei mais no seu nome!’ Era como se houvesse no meu coração um fogo ardente, fechado em meus ossos. Estou cansado de suportar, não aguento mais!”, (Jr 20, 8-9). Este é um “fogo” que Jesus lançou no mundo e que queria tanto ver arder. 

A aula de Ratisbona se transformou em uma evocação. O Reino de Deus parece uma semente que, uma vez colocada na terra, cresce dia e noite mesmo se o trabalhador não percebe, até dar frutos abundantes. 

[Leia aqui: Aula Magna de Bento XVI na Universidade de Ratisbona] 

Fonte : Aleteia
 

10 de setembro de 2014

Domingo em honra a Nossa Senhora de Apareceida na Comunidade Kairós



No dia 12 de Outubro estaremos juntos esperando você na Comunidade Kairós , celebrando e homenageando a padroeira do Brasil.

O encontro terá muita animação por conta do Ministério Kairós , Pregações , Missa e Adoração , também teremos participação do Ministério de Artes Kairós , não fique de fora ! 

Início : 09 da Manhã
Local : Comunidade Católica Kairós , Br 104 , KM 22 , Vila do Socorro - Taquaritinga do Norte/PE

Retiro Para Vencer a Depressão




A palavra “depressão” no dicionário Aurélio significa: Abatimento; enfraquecimento físico ou moral; desânimo; esgotamento. É uma das enfermidades emocionais que tem atingido milhares de pessoas, de diversas classes sociais, idades e raças. As causas da depressão são inúmeras e controversas, envolve fatores psicológicos, sociais, biológicos, físicos e espirituais. Não podemos fechar os olhos para essa realidade que aflige tantas pessoas, fora e dentro da Igreja, A Igreja do Senhor tem um papel importante na Sociedade, no desenvolvimento de um trabalho de libertação para com aqueles irmãos e irmãs que sofrem e padecem desse problema.Por isso, nos dias 18 e 19 de outubro, a Comunidade Católica Kairós realizará o retiro PARA VENCER A DEPRESSÃO. Se você precisa de ajuda, ou conhece alguém que precise, não percam esse encontro. 

Programação:
Sábado (dia 18)
19:00 Ofício da Imaculada Conceição; 
19:30 Momento Mariano; 
20:00 Pregação com Jorge Gomes (Fundador da Com. Kairós)
Tema: Elias: Um Homem de Deus em depressão;
21:00 Intervalo;
21:30 Adoração;
22:30 Encerramento;

Domingo (dia 19)
08:00 Ofício da Imaculada Conceição;
08:30 Testemunho;
09:00 Pregação com Diogo Rogério (Psicólogo e membro da Com. Kairós)
Tema: Do fundo do abismo clamo a vós Senhor. Ouvi a minha Oração. (Sl 129, 1)
10:00 Intervalo
11:00 Santa Missa com Padre Sandro Sebastião (Paróquia de São José, Pão de Açúcar); 
12:30 Intervalo/almoço
14:00 Animação
15:00 Pregação com Jorge Gomes (Fundador da Com. Kairós)
Tema: Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois Estás comigo. (Sl 22)
16:00 Intervalo;
16:30 Adoração
17:30 Encerramento. 

Participação: Ministério de Música Kairós.

9 de setembro de 2014

Matéria completa do show de Paulinha Kairós em Lajedo/PE no dia 06 de Setembro de 2014



No último Sábado, dia 06 de setembro aconteceu mais um show acústico, dessa vez na cidade de Lajedo. O show foi uma bênção! O local foi a Quadra do Colégio Normal de Lajedo, no centro da cidade. De uma forma especial agradecemos a todo o apoio da Missão Kairós de Cachoeirinha e do Grupo de Oração Herdeiros da Promessa (HP) que tanto se esforçou e fez o melhor para que o evento acontecesse. 


Decálogo de Bento XVI sobre o Rosário



Em maio de 2008, o Papa Bento XVI fez recitações e meditações especiais sobre os mistérios do Rosário. De seus discursos ali nasceu um maravilhoso decálogo da oração do Terço

 

1. O Santo Rosário não é uma prática do passado como oração dos outros tempos da qual pensar com nostalgia. Pelo contrário, está a viver uma nova Primavera.

2. O Rosário é um dos símbolos mais eloquentes do amor que as jovens gerações têm a Jesus e a Maria, sua Mãe.

3. No mundo atual, tão dispersivo, esta oração ajuda a colocar Cristo no centro, como fazia Nossa Senhora, que meditava interiormente tudo o que se dizia do seu Filho e o que Ele fazia e dizia.

4. Quando se recita o Rosário revivem-se os momentos importantes e significativos da história da salvação; percorrem-se as diferentes etapas da missão de Cristo.

5. Com Maria se orienta o coração para o mistério de Jesus. Coloca-se Cristo no centro da nossa vida, do nosso tempo, das nossas cidades, através da meditação e da contemplação dos seus santos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos.

6. Maria ajuda-nos a acolher a graça que dimana destes mistérios, a fim de que através de nós possa “irrigar” a sociedade, a partir das relações do dia-a-dia, e purificá-la de tantas forças negativas e prendê-la à novidade de Deus.

7. O Rosário, quando verdadeiramente rezado, não de modo mecânico e superficial mas profundo, origina paz e reconciliação. Contém em si o poder curativo do santíssimo Nome de Jesus, invocado com fé e com amor no centro de todas as Ave-Marias.

8. O Rosário é uma meditação bíblica que nos leva a percorrer os acontecimentos da vida do Senhor na companhia da Virgem Santíssima, conservando-os, como Ela, no nosso coração.

9. O bom costume de rezar o Rosário no mês de Maio, prossiga com maior empenho, a fim de que, na escola de Maria, a lâmpada da fé brilhe sempre mais no coração e nas famílias dos cristãos.

10. Na recitação do santo Rosário confio-vos as intenções mais urgentes do meu ministério, as necessidades da Igreja, os grandes problemas da humanidade, a paz no mundo, a unidade dos cristãos, o diálogo entre todas as culturas. 

(Radio Maria)

 

Precisamos resgatar o interesse pela boa política, diz padre



Padre Mário reflete sobre fé e política, destacando que o cristão comprometido com o Reino de Deus não fica de fora da realidade política do país


“Padre, eu não gosto de política e acho que a Igreja não deveria falar de política”
Algumas vezes, já escutei de cristãos católicos: “padre, eu não gosto de política e acho que a Igreja não deveria falar de política”. Até entendo estas pessoas. Este tipo de política que vemos em nosso país, marcada pela corrupção, desvio de dinheiro, violência, injustiças, busca de interesses pessoais, etc., realmente nos provoca certa aversão. Portanto, devemos entender que a política faz parte da nossa realidade, da nossa estrutura de vida. Ela está presente no governo, nas famílias, Igrejas, na sociedade… O cristão realmente comprometido com o Reino de Deus não fica fora desta realidade.
O cristão comprometido com a vida do povo sabe, sente e compreende o que significa a fé para a luta pela libertação. Salvação e libertação de toda e qualquer opressão, dominação e exploração humana, seja em qualquer tipo de regime político ou condição. Muita gente ainda tenta separar a fé da política, a vida da realidade.
Os cristãos não querem uma vida fora do mundo concreto, fora dos fatos sociais. Os cristãos querem o céu na terra e a terra no céu, sempre. O cristão deve ser fermento, sal, caminho e luz. Deve lutar pelos princípios básicos da mensagem cristã, como defesa da ética, da vida desde a concepção, da família, da democracia, da participação social e da liberdade, assumindo responsabilidade social e política.
Nossa fé precisa capacitar-se para criticar, avaliar, comparar e intervir na realidade à luz do Evangelho, fazendo uma política com ética, compromisso, reforma, transformação e realização de justiça social. A fé e a política devem ajudar os cristãos a decidir, optar e assumir os compromissos que nos são dados viver e transformar, historicamente.
Precisamos resgatar o interesse do povo, eu diria até o encantamento, pela boa política. Resgatar a esperança através de políticos comprometidos. Hoje se torna necessário organizar ações e práticas sociais como instrumentos de concretização para construção de uma sociedade solidária conforme a proposta cristã.
Os Bispos do Estado do Rio de Janeiro e a Pastoral Fé e Política do Regional Leste 1, prepararam a cartilha cívica contendo recomendações para os eleitores das próximas eleições do presente ano.
Configura numa lista de 10 critérios, são eles:
1. Votar é um exercício importante de cidadania, por isso, não deixe de participar das eleições. Seu voto contribui para definir a vida política de nosso país.
2. Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à criação e ao meio ambiente.
3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate à violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.
4. Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.
5. Dê o seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”. O homem público deve ter honestidade (idoneidade moral).
6. Fique atento à prática de corrupção eleitoral, ao abuso de poder econômico, à compra de votos. Voto não é mercadoria.
7. Procure conhecer os candidatos, sua conduta, suas ideias e seus partidos. Voto não é troca de favores.
8. Vote em candidatos que respeitem a liberdade religiosa e de consciência, garantindo o ensino religioso confessional e plural.
9. Escolha candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural conforme o plano de Deus.
10. Acompanhe os políticos depois das eleições, para cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas opções políticas e administrativas.
Para terminar, reflitam esta frase do Papa Francisco: “É muito difícil que um corrupto consiga voltar atrás”. Vote certo, vote bem, somos responsáveis pelo futuro de nossa pátria. Não esqueça que seu voto terá consequências, um novo mundo e uma nova sociedade ou a mesmice da corrupção e do terror e insegurança diários.
Nestas eleições de 2014, mais do que em qualquer outra será necessário identificar os programas de governos e os candidatos que se comprometam a priorizar a defesa da vida desde a concepção, o combate à fome, à miséria, à corrupção, à violência no nosso país. O povo brasileiro deverá escolher o Presidente da República, os Governadores dos Estados, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.

“O café é tão bom que não podemos deixá-lo para Satanás”



Um simpático ensinamento do Papa Clemente VIII

 

Conta a tradição que, no século XVII, vários sacerdotes italianos pediram com uma certa insistência ao Papa Clemente VIII (1536-1605) que proibisse para sempre o café. Aos católicos bastava, de fato, a suavidade do vinho para celebrar o sacrifício da Missa, enquanto o café era caracterizado tipicamente como uma bebida projetada por Satanás, para os infiéis. O café, de fato, era muito popular entre os turcos muçulmanos, era empregado nos ritos dos dervixes sufistas e também muito consumido nas tribos africanas não cristãs. 

Para certificar-se do fato e, antes de prosseguir com o pedido dos sacerdotes, o Papa quis apurar a situação e provar o café da melhor qualidade. Desta forma, sentenciou logo depois - como contado no livro "Coffe: A Connoisseur's Companion", 1981, de Claudia Roden, popular escritora britânica de culinária: “Bem, esta bebida desatanás é tão deliciosa que seria um pecado deixar que somente os infiéis a utilizem. Enganemos satanás batizando-a”.

 

Papa Francisco: Jesus deixa-se tocar para curar



"Deus diz ao seu povo: 'Pensai, qual é o povo que tem um Deus tão próximo como Eu estou próximo de vós?'”

 

Jesus não é um professor que fala da sua cátedra, mas está no meio do povo e deixa-se tocar para curar. Esta foi a mensagem principal do Papa Francisco na missa de hoje na Casa Santa Marta.

O Papa refletiu sobre três momentos da vida de Jesus: O primeiro foi a oração.

“Ele está perante o Pai neste momento, rezando por nós. E isto deve dar-nos coragem! Para que nos momentos difíceis de dificuldade e de necessidade pensemos: ‘Mas tu estás a rezar por mim. Jesus reza por mim ao Pai!’”

Depois da oração, o Papa Francisco referiu o momento da escolha: Jesus escolhe os 12 apóstolos. Nós, cristãos, fomos escolhidos.

“Estas são coisas de amor! O amor não olha se temos a cara feia ou bela: ama! E Jesus assim faz: ama e escolhe com amor. E escolhe todos!" “É gente comum! Mas há uma coisa que devemos sublinhar: São pecadores. Jesus escolheu pecadores. E esta é a acusação que lhe fazem os doutores da lei e os escribas: ‘Este vai comer com os pecadores, fala com as prostitutas...’ Jesus chama todos!”

Um terceiro momento da vida de Cristo: Jesus próximo das pessoas. As multidões queriam ouvi-lo, pois ele estava no meio do seu povo.

“Não é um professor, um mestre, um místico que se afasta das pessoas e fala de cátedra. Não! Está no meio do povo deixa-se tocar; deixa que as pessoas perguntem. Assim é Jesus: perto das pessoas. E essa proximidade não é uma coisa nova para Ele: Ele sublinha-a em seu modo de agir, e é algo que vem desde a primeira escolha de Deus para o seu povo. Deus diz ao seu povo: “Pensai, qual é o povo que tem um Deus tão próximo como Eu estou próximo de vós?”. A proximidade de Deus com o seu povo é a proximidade de Jesus com as pessoas”. 

 

Fonte :  Rádio Vaticano | Aleteia